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Muito além do verde

ciro-6447_281_242_2A palavra “sustentabilidade” se popularizou tanto nos últimos anos que acabou se desviando do seu sentido original. Basicamente, a atividade sustentável é aquela que permite atender às necessidades presentes sem comprometer as da geração futura. E, para merecer a qualificação de “sustentável”, uma ação deve se apoiar sobre o seguinte tripé: ser economicamente viável, ambientalmente correta e socialmente responsável.

Uma empresa não é sustentável só porque reduziu o número de impressões em papel, aboliu o uso de copos plásticos ou implantou o sistema de coleta seletiva. Essas providências colaboram para o bem do planeta, mas não são suficientes. O conceito “sustentável” deve estar incorporado à própria dinâmica da empresa, bem como aos produtos que ela coloca no mercado.

No caso do setor de habitação, a “sustentabilidade” deve ser observada em todas as etapas do processo produtivo. Da escolha do terreno ao processo de loteamento, da incorporação à comercialização dos imóveis, tudo deve estar respaldado pelos cuidados ambientais e pelo respeito ao papel social da empresa.

Traduzindo: deve-se priorizar o uso de materiais de procedência comprovada, que tenham gerado o menor impacto possível em sua obtenção e transporte; deve-se implantar mecanismos de eficiência energética (painéis fotovoltaicos, janelas, portas e outros materiais que propiciem maior entrada de luz e desempenho térmico); deve-se utilizar equipamentos que favoreçam a economia de água e seu reaproveitamento etc.

Mas não é só do “verde” que uma empresa sustentável deve cuidar. Os seres humanos também fazem parte deste planeta que, de duas décadas para cá, muitos formadores de opinião se propuseram a “salvar”. É aí que entra o segundo pilar da sustentabilidade: a ação social.

Não se trata exatamente de filantropia. Esta é positiva, sim, mas não pode ser vista como um fim em si. A uma empresa, não cumpre o papel de distribuir “benesses” – ela tem o dever de produzir com qualidade, de gerar empregos, de cumprir a legislação, de recolher seus impostos. Uma empresa contemporânea sabe que, a estes ditames, somam-se as novas demandas sociais – e, vale lembrar, o consumidor moderno espera que as empresas das quais adquire produtos e contrata serviços esteja atenta a este novo modo de fazer negócios.

Uma boa maneira de dar conta dessas novas demandas seria unir forças com as organizações de terceiro setor. A priori, estas seriam especializadas em suas respectivas áreas de atuação, e unir-se à iniciativa privada seria uma boa maneira de obterem os recursos necessários ao atingimento de suas metas. Porém, um estudo de 2001 – portanto, antigo –, feito  pelo Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor da FEA/USP acerca de “alianças intersetoriais”, revelava, à época, que 37% das empresas preferiam deter a autonomia e exclusividade de suas ações de responsabilidade social. Em 2010, outra pesquisa, desta vez coordenada pelo Grupo de Institutos Fundações e Empresas (Gife), apontou que 60% dos associados daquela entidade optavam por executar projetos com equipe própria em vez de recorrerem ao know-how de ONGs “especializadas”.

Nas duas pesquisas ficou claro que existe uma espécie de “desconfiança mútua” entre as organizações do terceiro setor e a iniciativa privada, dificultando a construção de parcerias que, bem utilizadas, poderiam render frutos. Para as empresas, as ONGs são ineficientes; já do lado das organizações da sociedade civil, surgiram posturas ambivalentes. Algumas têm uma percepção positiva das parcerias e acreditam que estas lhes trouxeram ampliação de network, fortalecimento de imagem e acesso a recursos. Outras, porém, frustraram-se com a incompatibilidade entre os métodos a que estavam habituadas e o “excesso de pragmatismo” das organizações.

Em resumo: por mais que a necessidade de atentar para o desenvolvimento sustentável esteja clara, ainda falta, para muitas empresas e também para outros tipos de organização, uma efetiva “internalização” dessa necessidade e desse conceito.

Atenção ao meio ambiente, respeito ao ser humano e, principalmente, lucro e sucesso nos negócios, pois sem isso nenhuma empresa sobrevive. Estes fatores são os verdadeiros pilares da tal “sustentabilidade”.

(*) Ciro Scopel é vice-presidente de Sustentabilidade do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) e titular da Scopel Empreendimentos e Obras S/A.

 

Fonte: http://www.secovi.com.br/noticias/muito-alem-do-verde/6241/

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Verde esmeralda é a cor de 2013: saiba como usá-la na decoração

Todos os anos, a Pantone – maior autoridade em cores do mundo – decreta qual será o tom dominante da temporada quando o assunto é moda, design e estilo. A cor escolhida para 2013 é o verde esmeralda, uma opção fresca e vívida para destacar qualquer ambiente.

“O verde é a tonalidade mais abundante na natureza. O olho humano enxerga mais verde do que qualquer outra cor no espectro”, explica a diretora-executiva da Pantone Institute, Leatrice Eiseman. “Já simbolicamente, o tom de esmeralda transmite uma ideia de claridade, renovação e juventude, coisas tão importantes no mundo de hoje”, conclui ela. Para saber como adotar a cor do ano na decoração da sua casa, confira três fotos inspiradoras com dicas fáceis de colocar em prática.

1- Frescor sútil

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O verde esmeralda é uma cor dominante. Se você não gosta de ousar muito, comece adotando-a no mobiliário. As nuances mais abertas combinam com pisos de madeira e paredes claras. Ficam lindas em áreas externas e de grande circulação.

2- Foco nos detalhes

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Para quem deseja apenas pincelar o verde esmeralda na decoração que já tem em casa, a dica é investir em acessórios que não “brigam” com o projeto existente. Nesta sala, a cor está presente em duas garrafas redondas de vidro que garantem um brilho e um diferencial ao espaço.

3- Tudo verde!

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Se o objetivo for mudar de vez as paredes, a opção pelo verde esmeralda é um acerto em dia com a tendência. E já que as atenções estarão todas voltadas para a cor, economize nas tonalidades do mobiliário, evitando estampas. O contraste claro-escuro, por outro lado, é bem-vindo.

Por Pollyana de Moraes

Fonte: http://gnt.globo.com/casa-e-decoracao/dicas/Verde-esmeralda-e-a-cor-de-2013–saiba-como-usa-la-na-decoracao.shtml