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O rei dos imóveis nos EUA escolhe o Brasil como alvo

O americano Stephen Ross é o empresário que mais ganhou dinheiro com imóveis nos Estados Unidos. Ele falou a EXAME sobre seu mais recente alvo — o Brasil

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São Paulo – Sujeitos excêntricos fizeram fortuna no mercado imobiliário americano nas últimas décadas. O empresário Donald Trump é presidente da incorporadora herdada do pai, mas ficou mais conhecido por seus casos extraconjugais, por ter sido protagonista de um programa de TV, por ser um eterno candidato fanfarrão à Presidência e por ter quebrado um punhado de vezes.

Outro exemplo é o investidor Sam Zell, que, aos 71 anos, é o líder de um grupo de motoqueiros chamado Zell’s Angels, que organiza viagens de moto pelo mundo. Quem mais ganhou dinheiro nesse mercado, porém, foi um empresário bem mais convencional e discreto, o americano Stephen Ross.

Com uma fortuna estimada em 4,4 bilhões de dólares, Ross comanda a incorporadora Related, que é dona de 20 bilhões de dólares em imóveis nos Estados Unidos. É, hoje, a maior proprietária de prédios para locação em Nova York — tem quase 18 000 apartamentos e 2,6 milhões de metros quadrados de escritórios e lojas.

Como seus colegas menos convencionais, Ross decidiu que é hora de construir no Brasil. “Ainda há muito espaço para investir no mercado brasileiro, principalmente no segmento de luxo”, disse ele a EXAME.

Formado em direito pela Universidade de Michigan em 1962, Ross começou a trabalhar como advogado tributarista em Detroit, onde nasceu, mas desistiu da carreira em pouco tempo. Nos anos 70, mudou-se para Nova York para tentar a sorte em Wall Street. Foi demitido do primeiro emprego, no banco Bear Stearns, e decidiu mudar de novo.

Pegou um empréstimo de 10 000 dólares com a mãe e investiu na construção de casas populares nos subúrbios de Nova York. Na época, a vantagem desse tipo de imóvel é que havia financiamento de sobra, subsidiado pelo governo.

Fez fortuna aí, mas ganhou notoriedade depois que resolveu lançar grandes projetos imobiliários, como o Time Warner Center, que reúne prédios residenciais, comerciais e um shopping em Manhattan. Hoje, a Related coordena a construção do maior empreendimento de Nova York, que ocupará uma área equivalente a dez campos de futebol e deve levar, numa estimativa conservadora, dez anos para ficar pronto.

Batizado de Hudson Yards e orçado em 12 bilhões de dólares, está sendo construí­do numa região desvalorizada no lado oeste da ilha — que a prefeitura vinha tentando revitalizar há tempos, sem sucesso.

A Related fechou um acordo camarada com o prefeito Michael Bloomberg, que prometeu inaugurar uma estação de metrô ao lado do complexo e permitiu a Ross fazer um empreendimento três vezes maior que o original. “Vamos criar um novo bairro na cidade”, diz Ross.

Enquanto constrói seu bairro em Manhattan, Ross está em plena expansão internacional. O objetivo é ganhar dinheiro em mercados onde a demanda por imóveis ainda cresce de forma acelerada, ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos.

Desde 2011, lançou empreendimentos em locais como Argentina, China, Emirados Árabes, Índia e México. Agora, segundo ele, sua maior aposta é o Brasil. Em 2012, a Related abriu um escritório em São Paulo. Os projetos começam a sair do papel.

Alta renda

Ross afirma ter separado 600 milhões de dólares para investir no país nos próximos três anos (a empresa de Sam Zell aplicou 1 bilhão de dólares aqui em 14 anos).

O primeiro lançamento da Related no mercado local está previsto para junho: um edifício residencial em São Paulo, próximo à avenida Brigadeiro Faria Lima, com apartamentos de 40 a 70 metros quadrados, bem ao estilo nova-iorquino — com prédios repletos de serviços e próximos ao local de trabalho.

O plano inicial é cobrar 18 000 reais por metro quadrado. “É o preço. Apostamos em quem está disposto a trocar tamanho por localização”, diz Daniel Citron, presidente da Related no Brasil. O alvo seguinte é o Rio de Janeiro.

Ainda que suas maiores apostas estejam no setor imobiliário, Ross começou a diversificar depois da crise de 2008 (ele estava levantando recursos para o Hudson Yards na época e corria o risco de perder o projeto). Nos Estados Unidos, é dono do time de futebol Miami Dolphins e da rede de academias Equinox, voltada para a classe A.

No ano passado, criou a RSE Ventures, empresa de marketing esportivo e organização de shows e jogos. Seu plano é trazer a academia e a RSE para o Brasil no futuro. Faz sentido colocar dinheiro no Brasil agora, após a disparada recente no preço dos imóveis? “Ruim seria entrar quando todo mundo já comprou os imóveis que tinha para comprar”, diz ele. “E isso não aconteceu.”

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Como descobrir quanto vale o seu imóvel

size_590_aluguel-apartamento-sao-pauloSão Paulo – Existem algumas maneiras de avaliar o preço do seu imóvel. Umas são mais apuradas e indicadas para quem deseja estipular um valor mais preciso ao colocar o imóvel à venda. Outras, mais superficiais, podem ser indicadas para quem apenas quer ter uma noção sobre o valor do seu patrimônio. Confira a seguir o que fazer para precificar seu imóvel.

Consulte um corretor

Para quem precisa definir um valor para o imóvel porque tem o objetivo de vendê-lo, o melhor caminho é a consulta a um corretor de imóveis.

Quando o imóvel é colocado à venda em uma imobiliária o mais comum é que ela faça a avaliação sem cobrar nada por isso. Mas, caso o proprietário queira consultar um corretor apenas para isso, ele cobrará um valor à parte pelo serviço.

Os Conselhos Regionais de Corretores de Imóveis divulgam em seus sites uma tabela com os honorários dos principais serviços executados por corretores, como os percentuais de comissões por venda, locações e avaliações do valor do imóvel. Em São Paulo, uma avaliação por escrito é fixada em 1% do valor do imóvel e um parecer verbal custa, no mínimo, uma anuidade do Creci, que em 2013 é de 456 reais.

Segundo o presidente do Creci, José Augusto Viana Neto, na maioria dos casos os corretores visitam o imóvel e sugerem o valor ao proprietário verbalmente. Mas, também é possível solicitar uma avaliação documentada, o chamado “Parecer técnico de avaliação mercadológica”. “Esse documento fornece um valor para o imóvel e explica em detalhes porque foi determinado aquele preço. Ele inclui dados da estrutura do imóvel, comparativos de imóveis semelhantes vendidos na região e informações sobre zoneamento, infraestrutura e de mobilidade urbana”, diz.

Qualquer corretor pode opinar sobre o valor de uma propriedade, mas para elaborar o parecer técnico, o profissional precisa ter o título de avaliador imobiliário, que é garantido a corretores que têm diploma de curso superior em gestão imobiliária ou de especialista em avaliação imobiliária concedido por cursos do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci). É possível consultar a lista dos corretores com título de avaliador imobiliário no Cadastro Nacional de Avaliadores Imobiliários (CNAI), no site da Cofeci.

Viana explica que o documento é essencial em situações nas quais parentes ou cônjuges em processo de divórcio discordam sobre o valor de um imóvel herdado ou compartilhado prestes a ser vendido. Também é usado em permutas de imóveis ou em caso de inadimplência, quando o imóvel é tomado por um banco e o proprietário considera que a propriedade tem um valor maior do que aquele indicado pela instituição.

Para proprietários que não se encontram nessas situações, o parecer técnico pode ser apenas uma maneira de se resguardar nas negociações. “O parecer técnico é muito bom para que a pessoa não tenha ansiedade ao fazer o negócio, porque o proprietário passa a conhecer o preço de mercado do seu imóvel e entende exatamente se está o vendendo por um preço acima ou abaixo do seu valor”, afirma o presidente do Creci.

Ele acrescenta que, no caso da venda de imóveis usados, como a negociação é permeada por muitas contrapropostas, o parecer técnico é apresentado para dar base ao valor estipulado pelo vendedor.

Engenheiros e arquitetos também podem definir valores para imóveis, ou elaborar pareceres técnicos. Mas, segundo Viana Neto, a consulta a corretores é fundamental porque eles estão intimamente envolvidos com o mercado imobiliário da região. Em função disso, engenheiros e arquitetos que fornecerem pareceres devem consultar um corretor.

Acesse sites que o ajudem a estimar o valor do seu apartamento

Para quem apenas deseja ter uma ideia de quanto está valendo o seu imóvel, a opção mais indicada é fazer uma busca pela internet. Alguns sites, como o “Quanto Vale meu Apê?” e o “123i”, possuem ferramentas que permitem ao usuário encontrar estimativas sobre o valor exato do seu imóvel ou de imóveis parecidos em um mesmo bairro.

No Quanto Vale meu Apê, o usuário informa a área, o número de dormitórios, suítes, vagas do imóvel e a sua localização. O sistema fornece então uma estimativa de mercado do preço de imóveis similares localizados no mesmo bairro. O serviço é disponível para os estados de Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e do Distrito Federal.

Já o 123i informa exatamente o valor estimado dos imóveis de um determinado edifício, mas por enquanto o serviço só inclui dados de imóveis em São Paulo, capital.

A precificação dos imóveis no 123i é feita a partir de pesquisas realizadas por profissionais do portal, que vão diretamente aos edifícios para coletar informações técnicas com zeladores e síndicos, como a idade do prédio, a metragem dos apartamentos e os valores das últimas negociações. Além disso, imobiliárias, corretoras, proprietários e pessoas que conhecem os imóveis também podem fornecer dados sobre a propriedade no site, inclusive sugerindo outros valores.

Segundo o 123i, por meio de análises estatísticas, informações históricas de transações e do uso de algoritmos é possível inferir estimativas científicas de valor para um imóvel padrão de um determinado edifício. “Se um usuário coloca um valor diferente, nós temos uma equipe de estimativa que avalia essa contestação para checar se a informação faz sentido”, explica Rafael Guimarães, diretor de operações do site.

É importante ressaltar que os valores fornecidos pelo 123i não podem ser usados como uma avaliação formal. E isso é destacado no próprio site, no campo “Como funciona”, que informa que as avaliações formais só podem ser feitas por corretores autorizados pelo Creci e que a estimativa serve apenas como uma referência para o mercado.

Pesquise valores de imóveis similares

Buscar preços de imóveis similares à venda na mesma rua, ou em endereços próximos também pode ajudar quem quer uma ideia do valor do seu imóvel sem preciosismo, ou para quem quer se certificar de que a avaliação já feita por uma imobiliária está dentro dos parâmetros para a região.

Rafael Guimarães, do 123i, afirma que verificar entre oito e dez ofertas é o suficiente para montar uma estimativa. “O ideal é que se verifique ofertas de apartamentos do mesmo tamanho em edifícios com idade semelhante e padrão arquitetônico parecido”, diz.

A melhor referência pode ser encontrada no seu próprio edifício, de acordo com valores praticados em vendas recentes.

Portais como o 123i e outros, como o Viva Real, Zap Imóveis e Imovelweb, possuem milhares de anúncios em diversas cidades do país. Mas, caso você não encontre anúncios próximos à sua casa na internet, a saída é fazer uma caminhada pela região e se informar com porteiros, zeladores e moradores sobre quanto custam os imóveis por lá.

Segundo Nelson Parisi, presidente da Rede Secovi de Imóveis, comparar o valor de imóveis semelhantes pode, de fato, ajudar o proprietário a ter uma segunda opinião depois de feita uma avaliação do imóvel, mas para quem quer vender o imóvel, a consulta a corretores é imprescindível, já que se trata de um bem de alto valor. “Principalmente se for uma casa, não adianta fazer a comparação com outras casas na mesma rua, porque as casas são muito diferentes e os valores podem variar por questões muito específicas e o proprietário pode fazer uma estimativa errada”, afirma.

Entenda o que pode influenciar o valor

O valor de um imóvel é afetado por inúmeros fatores, tanto racionais, quanto emocionais. Mas alguns critérios se destacam para a formação do preço, como a localização, o tamanho, o estado de conservação, a área de lazer do condomínio e fatores mercadológicos que influenciam a oferta e a procura dos imóveis.

O presidente do Creci-SP, José Augusto Viana, explica que muitas vezes dois apartamentos podem ser aparentemente muito semelhantes, mas alguns detalhes podem tornar seus preços muito distintos. “Às vezes, dois imóveis ficam em um mesmo bairro, na mesma rua e muitas vezes dentro do mesmo prédio, mas têm valores diferentes porque um deles fica no lado esquerdo e outro no lado direito, por exemplo”, diz.

Andares mais altos costumam ser mais caros, assim como apartamentos voltados para a face norte em regiões frias, uma vez que eles são mais ensolarados. E em uma mesma região, um prédio mais novo, com uma fachada mais atraente também poderá ter um preço maior do que um imóvel em um prédio antigo, mesmo que sua área seja maior.

Fonte: http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/imoveis/noticias/como-descobrir-quanto-vale-o-seu-imovel?page=1

Muito além do verde

ciro-6447_281_242_2A palavra “sustentabilidade” se popularizou tanto nos últimos anos que acabou se desviando do seu sentido original. Basicamente, a atividade sustentável é aquela que permite atender às necessidades presentes sem comprometer as da geração futura. E, para merecer a qualificação de “sustentável”, uma ação deve se apoiar sobre o seguinte tripé: ser economicamente viável, ambientalmente correta e socialmente responsável.

Uma empresa não é sustentável só porque reduziu o número de impressões em papel, aboliu o uso de copos plásticos ou implantou o sistema de coleta seletiva. Essas providências colaboram para o bem do planeta, mas não são suficientes. O conceito “sustentável” deve estar incorporado à própria dinâmica da empresa, bem como aos produtos que ela coloca no mercado.

No caso do setor de habitação, a “sustentabilidade” deve ser observada em todas as etapas do processo produtivo. Da escolha do terreno ao processo de loteamento, da incorporação à comercialização dos imóveis, tudo deve estar respaldado pelos cuidados ambientais e pelo respeito ao papel social da empresa.

Traduzindo: deve-se priorizar o uso de materiais de procedência comprovada, que tenham gerado o menor impacto possível em sua obtenção e transporte; deve-se implantar mecanismos de eficiência energética (painéis fotovoltaicos, janelas, portas e outros materiais que propiciem maior entrada de luz e desempenho térmico); deve-se utilizar equipamentos que favoreçam a economia de água e seu reaproveitamento etc.

Mas não é só do “verde” que uma empresa sustentável deve cuidar. Os seres humanos também fazem parte deste planeta que, de duas décadas para cá, muitos formadores de opinião se propuseram a “salvar”. É aí que entra o segundo pilar da sustentabilidade: a ação social.

Não se trata exatamente de filantropia. Esta é positiva, sim, mas não pode ser vista como um fim em si. A uma empresa, não cumpre o papel de distribuir “benesses” – ela tem o dever de produzir com qualidade, de gerar empregos, de cumprir a legislação, de recolher seus impostos. Uma empresa contemporânea sabe que, a estes ditames, somam-se as novas demandas sociais – e, vale lembrar, o consumidor moderno espera que as empresas das quais adquire produtos e contrata serviços esteja atenta a este novo modo de fazer negócios.

Uma boa maneira de dar conta dessas novas demandas seria unir forças com as organizações de terceiro setor. A priori, estas seriam especializadas em suas respectivas áreas de atuação, e unir-se à iniciativa privada seria uma boa maneira de obterem os recursos necessários ao atingimento de suas metas. Porém, um estudo de 2001 – portanto, antigo –, feito  pelo Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor da FEA/USP acerca de “alianças intersetoriais”, revelava, à época, que 37% das empresas preferiam deter a autonomia e exclusividade de suas ações de responsabilidade social. Em 2010, outra pesquisa, desta vez coordenada pelo Grupo de Institutos Fundações e Empresas (Gife), apontou que 60% dos associados daquela entidade optavam por executar projetos com equipe própria em vez de recorrerem ao know-how de ONGs “especializadas”.

Nas duas pesquisas ficou claro que existe uma espécie de “desconfiança mútua” entre as organizações do terceiro setor e a iniciativa privada, dificultando a construção de parcerias que, bem utilizadas, poderiam render frutos. Para as empresas, as ONGs são ineficientes; já do lado das organizações da sociedade civil, surgiram posturas ambivalentes. Algumas têm uma percepção positiva das parcerias e acreditam que estas lhes trouxeram ampliação de network, fortalecimento de imagem e acesso a recursos. Outras, porém, frustraram-se com a incompatibilidade entre os métodos a que estavam habituadas e o “excesso de pragmatismo” das organizações.

Em resumo: por mais que a necessidade de atentar para o desenvolvimento sustentável esteja clara, ainda falta, para muitas empresas e também para outros tipos de organização, uma efetiva “internalização” dessa necessidade e desse conceito.

Atenção ao meio ambiente, respeito ao ser humano e, principalmente, lucro e sucesso nos negócios, pois sem isso nenhuma empresa sobrevive. Estes fatores são os verdadeiros pilares da tal “sustentabilidade”.

(*) Ciro Scopel é vice-presidente de Sustentabilidade do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) e titular da Scopel Empreendimentos e Obras S/A.

 

Fonte: http://www.secovi.com.br/noticias/muito-alem-do-verde/6241/

Facilidade de financiamento e aluguel valorizado tornam imóvel investimento atrativo.

567284-Novas-regras-para-financiamento-de-Imóveis-Caixa-2013-02SÃO PAULO – Quem está disposto a investir não deve contar apenas com fatores subjetivos e incertos, como boa vontade e sorte, para aumentar seu patrimônio. Além dos objetivos a serem atingidos, dos riscos que envolvem a aplicação, do retorno financeiro obtido e das opções disponíveis no mercado, é preciso avaliar as tendências econômicas, sociais e políticas que podem influenciar nos investimentos.

Neste sentido, apesar da recuperação gradativa do mercado de renda variável no Brasil, depois do abalo sofrido pela crise de crédito norte-americana, investimentos mais sólidos, como no mercado imobiliário, podem ser, no momento, mais atrativos, ainda mais com as recentes facilidades de acesso a quem quer comprar imóveis para alugá-los ou, posteriormente, vendê-los mais valorizados.

“Com juros mais baixos, riscos baixos e a solidez contra confiscos, o investidor que aplica em imóveis tem vantagens diferenciadas das demais aplicações financeiras”, argumenta a empresa do ramo imobiliário Tibério Construções e Incorporações.

Mais facilidades Dentre as novas medidas que ampliaram o acesso ao financiamento, está a que permite aos trabalhadores que recebem acima de R$ 4,9 mil utilizar recursos do FGTS para comprar imóveis. Anteriormente, esses consumidores teriam de procurar os financiamentos com recursos livres dos bancos ou da poupança (SFH), cujas taxas de juros são mais altas.

Além disso, o Conselho Curador do FGTS decidiu aumentar o valor do imóvel a ser financiado, de R$ 130 mil para R$ 350 mil, sendo que cotistas do fundo podem ter direito a R$ 245 mil de empréstimo.

Outra novidade, desta vez anunciada pela Caixa Econômica Federal, foi de redução da taxa de juros pós-fixada para financiamentos de imóveis com recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), para mutuários que optarem pagamento em conta-corrente no banco ou consignado. Dependendo da modalidade a ser contratada, a queda é de 1% ao ano.

Aluguel mais valorizado “Hoje, comprar imóvel tem sido cada vez mais fácil, seguro e barato. Em contrapartida, o aluguel de imóveis tem sofrido um aumento de preços desde 2003, devido à demanda crescente de quem não comprova renda familiar suficiente para adquirir um financiamento e precisa morar em imóvel alugado”, afirma a Tibério.

Comprovando a afirmação, em artigo publicado recentemente, o presidente do Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo), José Augusto Viana Neto, aponta que o valor da locação mais do que dobrou na capital paulista, entre 2003 e 2008. Se naquele ano o aluguel representava 0,5% do preço do imóvel, hoje vale, no mínimo, 1%, chegando, em alguns casos, a 1,5%.

“Isso transformou o setor em um dos mais cobiçados para os investidores”, afirmou. “Recentes divulgações apontam uma migração da população para a periferia da cidade de São Paulo, uns por necessidade de economia, outros por busca de maior tranqüilidade e qualidade de vida para si e sua família”, completou.

Cautela O futuro investidor não deve, entretanto, deixar se levar apenas pelas vantagens do mercado imobiliário aquecido e pelas facilidades que encontrar para adquirir uma propriedade. Antes de aplicar suas economias, o investidor deve avaliar cada detalhe do contrato, dando atenção especial a itens como forma de pagamento ou localização do imóvel que pretende comprar.

Além disso, como já mencionado, é preciso definir previamente um objetivo para fazer a melhor escolha. “Se for viver da renda do aluguel de imóveis, o ideal é optar por imóveis de dois a três dormitórios, cuja locação é mais rápida que os imóveis de mais cômodos. O prazo médio de locação destes imóveis é de cerca de 30 dias”, explica Tibério.

Fonte: http://dinheiro.br.msn.com/guias/facilidade-de-financiamento-e-aluguel-valorizado-tornam-im%C3%B3vel-investimento-atrativo-53

Construtoras focam em imóveis sob medida

Projetos incluem casas e apartamentos com lazer e segurança. Financiamento pode chegar a 35 anos e o FGTS pode ser usado

Rio – Cada vez mais construtoras investem em projetos imobiliários enxutos, mantendo a qualidade do acabamento e itens como segurança e lazer. Isso tudo na medida certa para garantir que os proprietários não estourem o orçamento com o condomínio e a prestação do financiamento, quando estiverem morando.

As opções incluem apartamentos e casas, em média, com 60 metros quadrados e em bairros como Taquara, Tomás Coelho, Engenho Novo, Del Castilho e Campo Grande, além dos municípios de Nova Iguaçu, Macaé, Mangaratiba e São Gonçalo.

Casa dúplex decorada, do Fiori, em Campo Grande, tem lazer completo | Foto: Divulgação

Casa dúplex decorada, do Fiori, em Campo Grande, tem lazer completo | Foto: Divulgação

As oportunidades contam com imóveis dentro e fora do programa habitacional ‘Minha Casa, Minha Vida’. As unidades podem ser financiadas em até 35 anos e o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) poderá ser usado, desde que o trabalhador se encaixe nas regras para saque. Os preços são a partir de R$ 115 mil.

“O conceito de apartamentos sob medida permite que famílias tenham a oportunidade de adquirir o imóvel próprio sem preocupações, sem perder o conforto. Nesse cenário, como o ‘Minha Casa, Minha Vida’, que permite a compra com juros mais baixos, todos podem ter a oportunidade de ter a casa própria com o máximo de lazer”, explica Leonardo Mesquita, diretor de Negócios da Cury Construtora no Rio.

Fachada do condomínio Completo Zona Norte, da Cury, que terá 279 apartamentos e itens de lazer como salão de festas, piscinas adulto e infantil | Foto: Divulgação

Fachada do condomínio Completo Zona Norte, da Cury, que terá 279 apartamentos e itens de lazer como salão de festas, piscinas adulto e infantil | Foto: Divulgação

A empresa tem 1.182 unidades pelo programa em vários bairros da cidade do Rio, como Engenho Novo e Tomás Coelho, e no município de São Gonçalo.

Mangaratiba e Macaé têm unidades

A Brookfield e a João Fortes também adotaram o conceito. Elas oferecem empreendimentos em Sahy, em Mangaratiba, e em Macaé. A Brookfield já lançou 1.767 unidades em Sahy, desde 2009. Desse total, apenas 424 estão disponíveis, com preços a partir de R$ 100 mil. Os condomínios contam com áreas de lazer próprias.

Já construtora João Fortes lançou a segunda fase do Residencial Brisa do Vale, pelo ‘Minha Casa, Minha Vida’, em parceria com a Prefeitura de Macaé. São 496 unidades dois quartos com ou sem suíte.

Campo Grande está em alta

Campo Grande é um dos bairros que reúnem vários projetos imobiliários com este conceito de residência sob medida. Construtoras como a Celta e a Fernandes Araujo oferecem empreendimentos que contam com imóveis de qualidade, lazer completo e segurança.

 Lazer do Riviera Premium, da Celta, em Campo Grande. Condomínio terá apartamentos de dois quartos com suíte | Foto: Divulgação


Lazer do Riviera Premium, da Celta, em Campo Grande. Condomínio terá apartamentos de dois quartos com suíte | Foto: Divulgação

O Riviera Premium Residences, da Celta Engenharia, por exemplo, tem 216 unidades. Preços a partir de R$ 199 mil. Serão apartamentos de dois quartos com suíte. O condomínio será construído na Av. Cesário de Melo 4.077.

Já a Fernandes Araujo acaba de lançar o Fiori Residências. Condomínio de casas dúplex com jardim e churrasqueira exclusivos, além da completa área de lazer. Os dois empreendimentos contam com financiamento da Caixa.

Zona Sul e Barra mantêm conceito de condomínios

Algumas regiões do Rio estão recebendo vários investimentos em infraestrutura por conta dos grandes eventos que a cidade sediará (Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016) e, por isso, têm atraído projetos imobiliários que se tornam viáveis para a nova classe média.

“O Rio está passando por um momento bastante peculiar, recebendo grandes eventos mundiais, que trazem investimentos maciços para a cidade. Nesse contexto e com o aumento do poder aquisitivo da população, novas áreas se valorizaram e vimos grandes oportunidades em lançar empreendimentos em regiões pouco exploradas”, explica Marcos Saceanu, diretor de incorporação da PDG Rio.

O objetivo da construtora é oferecer empreendimentos com a qualidade e conforto de imóveis da Zona Sul e Barra, mas com um preço mais acessível. “Os empreendimentos atraem não somente os moradores da região, que ganham uma opção de luxo no lugar onde já moram, mas também investidores que acreditam na valorização desses empreendimentos”, conclui Saceanu. Há unidades prontas em Campo Grande, com entrada de 15%, sem juros e o restante pode ser pago em até 120 meses, com mensais a partir de R$ 974.

Fonte: http://odia.ig.com.br/portal/imoveis/construtoras-focam-em-im%C3%B3veis-sob-medida-1.521855Z

As melhores opções para investir em imóveis

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Imóveis podem trazer excelente retorno para quem deseja investir e garantir uma renda extra.

São Paulo – Escolher a melhor forma de aplicar o dinheiro é uma dúvida de muitas pessoas. Hoje, são inúmeras as possibilidades de investimentos que propiciam retornos lucrativos, em curto e em longo prazo. O mercado imobiliário, como sempre, é uma alternativa que salta aos olhos dos mais diversos tipos de investidores que buscam obter uma renda estável com a venda ou aluguel do imóvel. De maneira geral, investir em apartamentos, salas comerciais e lotes, na maioria dos casos, é sempre um bom negócio, principalmente com o aquecimento da economia que impulsiona cada vez mais o setor.

“Um imóvel bem comprado pode trazer para o seu investidor excelentes resultados. Além da valorização patrimonial do bem, ainda tem a possibilidade de retorno com a locação”, explica José De Fillipo, diretor da D-Fillipo Netimóveis.

Mas por qual tipo de imóvel optar quando se deseja investir?

Segundo Marco Tulio Silva, diretor de vendas da Gran Viver, avaliar qual é o melhor investimento depende do momento de vida e dos objetivos de cada investidor. Cada tipo de imóvel apresenta seus pontos fortes, fracos e também os seus riscos, como todo negócio. “É impossível prever qual é o melhor ou pior investimento, depende de uma série de fatores. No geral, o bom imóvel é aquele que tem uma documentação regular, uma boa localização e uma empresa séria e de credibilidade no mercado, que garanta a sua entrega”, destaca Silva.

Confira as vantagens e desvantagens de cada tipo:

Imóvel na planta

Uma das maiores oportunidades está na aquisição de imóveis na planta, que geram maiores lucros em relação aos imóveis já construídos. “Esse é, sem dúvida, o melhor investimento. Quando o apartamento fica pronto, o lucro que seria do construtor passa a ser do investidor. Muitos jovens, inclusive, optam por alugar o imóvel assim que ele é entregue. Dessa forma, podem pagar uma parte das prestações do financiamento com o valor recebido do aluguel”, diz De Fillipo.

Os imóveis prontos também oferecem diversas possibilidades de investimentos. A pessoa pode optar entre residenciais e comerciais, que podem ser vendidos após a valorização patrimonial, ou alugados, garantindo uma renda mensal extra ao investidor. “Apartamentos menores, de um ou dois quartos, são os mais procurados, assim como salas e lojas, que proporcionam boa rentabilidade quando são locados”, explica o diretor. No momento de escolher o imóvel para comprar, o fundamental é estar atento a quatro fatores: o ponto, a planta, o padrão de acabamento e o preço. “A aliança desses quatro fundamentos garantirá a realização de um ótimo negócio imobiliário”, explica José De Fillipo.

Terreno

Outra alternativa é o investimento em lotes. De acordo com Silva, esse imóvel pode garantir uma série de vantagens para quem deseja investir. “O lote não tem grandes custos de manutenção, é simples e barato de manter. O tempo é seu grande aliado, diferente de outros bens, como carros, que desvalorizam com o passar dos anos. Além disso, um lote não sofre com crises econômicas, aquecimento global ou mudanças de governo”. Segundo ele, os lotes sempre se valorizam mais que os fundos de renda fixa e caderneta de poupança, o que faz deles ótimos investimentos.

Para quem adquire um terreno, são inúmeras as opções que geram bons retornos. “O investidor pode aguardar a valorização do lote e vendê-lo a preços bem maiores. No caso de lotes fora dos condomínios, pode construir um imóvel residencial e alugar os apartamentos, ou um galpão para empreender um novo negócio, obtendo uma renda complementar na aposentadoria”, explica Silva. De qualquer forma, escolher um bom lote para comprar é muito importante, seja qual for a opção de investimento. “A pessoa deve analisar o crescimento da vizinhança, o comércio, transporte público, o acesso para a região, a qualidade das construções do entorno, dentre outros. Esses fatores que irão determinar sua valorização”, ressalta ele.

Fonte: http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/imoveis/noticias/as-melhores-opcoes-para-investir-em-imoveis?page=2

Investimento imobiliário será arma contra inflação em 2013

Para banco, investimento no mercado de imóveis oferece proteção contra a inflação dos serviços, a mais preocupante para os poupadores

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Centro do Rio de Janeiro: área com muita demanda e pouca oferta de imóveis.

Centro do Rio de Janeiro: área com muita demanda e pouca oferta de imóveis
São Paulo – O mercado espera que a inflação pelo IPCA feche o ano em 5,43%, mas a inflação que mais deve preocupar os poupadores não é esta, mas a inflação dos serviços. Estudo encomendado pelo Banco Máxima à consultoria MB Associados prevê que a inflação de serviços deve fechar o ano em 8%, e 2013, em 9%. Como proteger o dinheiro de uma corrosão tão grande? A resposta, para o banco, está nos investimentos lastreados em imóveis.

A principal delas são os fundos imobiliários, fundos com cotas negociadas em Bolsa que investem em imóveis corporativos como shopping centers, prédios de escritórios e galpões industriais. Aqueles que buscam obter renda com o aluguel normalmente têm seus contratos corrigidos pelo IGP-M. “O IGP-M capta melhor a inflação dos serviços do que o IPCA, que é um índice muito mais voltado para os produtos”, diz o agente autônomo Arthur Vieira de Moraes, especialista em fundos imobiliários.

Além disso, os aluguéis advindos de fundos imobiliários são isentos de IR para a pessoa física, o que incrementa ainda mais a rentabilidade. Apenas o ganho de capital com a venda das cotas em Bolsa é tributado. “A demanda por fundos imobiliários está alta. Este investimento deve dar a tônica para 2013 e 2014”, observa Claudia Martinez, diretora comercial do Banco Máxima. Ela lembra ainda que, além da correção pelo IGP-M, aluguéis são revisados para cima de tempos em tempos, dependendo do aquecimento do mercado.

O banco já tem um fundo totalmente vendido, o Máxima Renda Corporativa, que deve estrear na Bolsa no início de 2013, e outro que ainda será formatado e aberto para captação no ano que vem. Ambos investem em diferentes partes do Edifício Sloper, no Centro do Rio de Janeiro, cuja locatária, a varejista Leader Magazine, tem 70% do seu capital nas mãos do BTG Pactual.

Papéis com lastro em imóveis

No mercado imobiliário, há ainda duas outras opções isentas de IR. As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI). As primeiras são garantidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) no valor de até 70.000 reais, o que significa que aplicações até esse valor são reembolsadas ao investidor em caso de quebra do banco emissor do papel.

As CRIs, que costumam ter valor de face maior e ser destinadas a investidores qualificados (que tem mais de 300.000 reais em aplicações financeiras) não contam com essa proteção, mas têm lastro em imóveis, que funcionam como sua garantia. Embora o pequeno investidor geralmente não tenha acesso a esse tipo de papel, existem fundos imobiliários especializados em investir em CRIs e LCIs, ou seja, apenas em papéis, não em imóveis físicos. Os rendimentos desses fundos também são isentos de IR.

Muitas CRIs remuneram uma taxa de juros prefixada mais a inflação para o IGP-M, o que é bastante interessante para o investidor que tem acesso a elas ou o cotista de fundos que aplicam nesses papéis, ao menos em termos de rentabilidade. As LCIs, porém, costumam ser pós-fixadas, isto é, remunerar um percentual do CDI.

No Banco Máxima é possível obter LCIs que paguem entre 91% e 100% do CDI para prazos entre 60 dias e um ano, totalmente isentos de IR. Uma LCI que pague 91% do CDI equivale a um CDB que pague 117,4% do CDI, de acordo com o banco.

Cuidados com os fundos imobiliários

Tanto os fundos imobiliários de aluguéis quanto aqueles que investem em recebíveis imobiliários – notadamente as CRIs – podem oferecer uma boa proteção contra a alta inflação que atinge o poupador. No entanto, convém ter alguns cuidados. Em primeiro lugar, prefira os fundos cujos contratos de aluguel são corrigidos pelo IGP-M ou que invistam em CRIs que paguem um percentual mais IGP-M, a fim de incorporar melhor a correção pela inflação. “Fundos cujos contratos são reajustados pelo IPCA podem, portanto, não ser a melhor opção”, diz Arthur Vieira de Moraes.

Além disso, um estudo publicado recentemente pela consultoria Colliers mostrou que o mercado de escritórios de alto padrão deve atingir a saturação na cidade de São Paulo já em 2013, uma vez que já houve um grande aumento da oferta desse tipo de imóvel em 2012 e haverá novas entregas no ano que vem.

“É bom acender a luz amarela com os fundos que investem nesse tipo de imóvel. O mercado até que absorveu bem os imóveis entregues em 2012, atingindo um equilíbrio, com uma taxa de vacância normal, entre 5% e 6%. Mas a demanda teria que manter o ritmo. Se o crescimento do país estagnar ou se houver recessão, a vacância vai aumentar e os aluguéis vão estagnar ou até cair. No mercado de escritórios, não deve mais haver muitos reajustes de preços. O gestor que conseguir manter o valor do aluguel já vai se dar bem”, explica Moraes.

Uma esperança é o fato de que São Paulo e Rio continuam atraindo capital estrangeiro. No caso da capital fluminense, a demanda deve continuar forte, principalmente nas áreas mais badaladas e com menos espaço para construir, como Centro, Copacabana e o eixo Ipanema-Leblon. Os eventos esportivos que a cidade vai sediar, bem como projetos como o Porto Maravilha, contribuem para valorizar a cidade que, segundo a Colliers, só deve entrar em estágio de superoferta em 2015.

“O Rio tem pouco espaço para construir e muitos prédios antigos nas regiões mais desejadas. Empresas que precisam de mais infraestrutura têm uma oferta pequena de imóveis e há muito espaço para readequar esses edifícios por meio do retrofit. Só tem que tomar cuidado com a Barra da Tijuca, que é um bairro com alta vacância e onde ainda há muito espaço para construir”, diz Vieira de Moraes, que lembra que em São Paulo, o equivalente à Barra seria Alphaville, que também demanda cuidado em função do aumento de vacância.

Para ele, como a renda do brasileiro continua crescendo, os imóveis ligados ao consumo, como os shopping centers e os galpões logísticos, têm boas perspectivas. Mas estes últimos também demandam cuidado. “Também houve alguma especulação e bastante entrega no mercado de galpões. Nem tudo está sendo absorvido”, observa.

 

Fonte: http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/imoveis/noticias/investimento-imobiliario-sera-arma-contra-inflacao-em-2013?page=1

As expectativas do mercado imobiliário para 2013

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O mercado imobiliário em muitos momentos de 2012 pediu cautela. Apesar de momentos de instabilidade o crescimento do setor foi visível, porém não foi tão forte quanto nos últimos quatro anos. Para 2013 espera-se que o mercado se recupere e que encontre uma estabilização nos preços dos imóveis. O fato de não ter eleições municipais, segundo o presidente do Creci-RS, Flávio Koch, mostra que o mercado imobiliário vai ser um ano bom. “A política de financiamentos vai continuar, assim como estímulos bancários e conservação de taxas, beneficiando todos os grupos econômicos”, explica Koch.

O presidente enfatiza que as vendas irão acontecer em 2013, porém com mais tranquilidade, o que será bom para as empresas ligadas ao setor. “As construtoras irão atender com calma e com isso conseguirão construir e entregar os imóveis no prazo. Pois, quando há o boom imobiliário as empresas acabam atrasando as entregas por falta de mão de obra qualificada e de materiais”.

Para Mateus B. Facchin, diretor comercial da Iper Imóveis, o preço dos imóveis será mantido em 2013, e acredita na possibilidade de uma sutil alta nos valores. “O Mercado está em ótimo momento, impulsionado pelo crédito farto e pela facilidade de contratação. Por mais que tenhamos um número considerável de lançamentos, temos ainda grande demanda por moradia e investimento para atender, sem contar que, com a queda na taxa de juros, voltou a se tornar muito atrativo comprar imóveis para locação. Sem dúvida, esses fatores impulsionarão as vendas no próximo ano”, comenta Facchin.

A diretora da Taperinha Imóveis, Raquel Trevisan, diz aguardar que 2013 traga um crescimento sustentável para todo o setor. “Temos claro para a nossa empresa que os anos de 2010 e 2011 não voltarão mais, com todo aquele boom e demanda reprimida, com preços em crescimento vertiginoso”. Raquel completa falando que os profissionais ligados a este mercado gostariam que “os preços fossem mais ‘reais’, com oferta e demandas ajustadas e com uma concorrência mais profissional”.

Sobre a valorização do preço dos empreendimentos residenciais e comerciais acima da inflação nos últimos anos, o diretor comercial da Nex Group, Enio Pricladnitizki, conta essa alta é positiva e acontece por causa do aumento de custos de terrenos e mão de obra, além de novas exigências dos órgãos públicos que regulamentam a produção. “Isto traz a segurança de não estar se formando uma bolha imobiliária como aconteceu nos Estados Unidos. Por outro lado, o crédito imobiliário deve continuar farto e mais barato e as opções de investimento seguro tendem a remunerar cada vez menos o capital”, analisa. Ele ainda salienta que espera que os imóveis no próximo ano “continuem aumentando de preço acima da inflação, porém não tão acima quanto esteve nos últimos cinco anos”.

Fonte: http://linklar.com.br/editorial/2012/12/28/as-expectativas-do-mercado-imobiliario-para-2013/