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O rei dos imóveis nos EUA escolhe o Brasil como alvo

O americano Stephen Ross é o empresário que mais ganhou dinheiro com imóveis nos Estados Unidos. Ele falou a EXAME sobre seu mais recente alvo — o Brasil

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São Paulo – Sujeitos excêntricos fizeram fortuna no mercado imobiliário americano nas últimas décadas. O empresário Donald Trump é presidente da incorporadora herdada do pai, mas ficou mais conhecido por seus casos extraconjugais, por ter sido protagonista de um programa de TV, por ser um eterno candidato fanfarrão à Presidência e por ter quebrado um punhado de vezes.

Outro exemplo é o investidor Sam Zell, que, aos 71 anos, é o líder de um grupo de motoqueiros chamado Zell’s Angels, que organiza viagens de moto pelo mundo. Quem mais ganhou dinheiro nesse mercado, porém, foi um empresário bem mais convencional e discreto, o americano Stephen Ross.

Com uma fortuna estimada em 4,4 bilhões de dólares, Ross comanda a incorporadora Related, que é dona de 20 bilhões de dólares em imóveis nos Estados Unidos. É, hoje, a maior proprietária de prédios para locação em Nova York — tem quase 18 000 apartamentos e 2,6 milhões de metros quadrados de escritórios e lojas.

Como seus colegas menos convencionais, Ross decidiu que é hora de construir no Brasil. “Ainda há muito espaço para investir no mercado brasileiro, principalmente no segmento de luxo”, disse ele a EXAME.

Formado em direito pela Universidade de Michigan em 1962, Ross começou a trabalhar como advogado tributarista em Detroit, onde nasceu, mas desistiu da carreira em pouco tempo. Nos anos 70, mudou-se para Nova York para tentar a sorte em Wall Street. Foi demitido do primeiro emprego, no banco Bear Stearns, e decidiu mudar de novo.

Pegou um empréstimo de 10 000 dólares com a mãe e investiu na construção de casas populares nos subúrbios de Nova York. Na época, a vantagem desse tipo de imóvel é que havia financiamento de sobra, subsidiado pelo governo.

Fez fortuna aí, mas ganhou notoriedade depois que resolveu lançar grandes projetos imobiliários, como o Time Warner Center, que reúne prédios residenciais, comerciais e um shopping em Manhattan. Hoje, a Related coordena a construção do maior empreendimento de Nova York, que ocupará uma área equivalente a dez campos de futebol e deve levar, numa estimativa conservadora, dez anos para ficar pronto.

Batizado de Hudson Yards e orçado em 12 bilhões de dólares, está sendo construí­do numa região desvalorizada no lado oeste da ilha — que a prefeitura vinha tentando revitalizar há tempos, sem sucesso.

A Related fechou um acordo camarada com o prefeito Michael Bloomberg, que prometeu inaugurar uma estação de metrô ao lado do complexo e permitiu a Ross fazer um empreendimento três vezes maior que o original. “Vamos criar um novo bairro na cidade”, diz Ross.

Enquanto constrói seu bairro em Manhattan, Ross está em plena expansão internacional. O objetivo é ganhar dinheiro em mercados onde a demanda por imóveis ainda cresce de forma acelerada, ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos.

Desde 2011, lançou empreendimentos em locais como Argentina, China, Emirados Árabes, Índia e México. Agora, segundo ele, sua maior aposta é o Brasil. Em 2012, a Related abriu um escritório em São Paulo. Os projetos começam a sair do papel.

Alta renda

Ross afirma ter separado 600 milhões de dólares para investir no país nos próximos três anos (a empresa de Sam Zell aplicou 1 bilhão de dólares aqui em 14 anos).

O primeiro lançamento da Related no mercado local está previsto para junho: um edifício residencial em São Paulo, próximo à avenida Brigadeiro Faria Lima, com apartamentos de 40 a 70 metros quadrados, bem ao estilo nova-iorquino — com prédios repletos de serviços e próximos ao local de trabalho.

O plano inicial é cobrar 18 000 reais por metro quadrado. “É o preço. Apostamos em quem está disposto a trocar tamanho por localização”, diz Daniel Citron, presidente da Related no Brasil. O alvo seguinte é o Rio de Janeiro.

Ainda que suas maiores apostas estejam no setor imobiliário, Ross começou a diversificar depois da crise de 2008 (ele estava levantando recursos para o Hudson Yards na época e corria o risco de perder o projeto). Nos Estados Unidos, é dono do time de futebol Miami Dolphins e da rede de academias Equinox, voltada para a classe A.

No ano passado, criou a RSE Ventures, empresa de marketing esportivo e organização de shows e jogos. Seu plano é trazer a academia e a RSE para o Brasil no futuro. Faz sentido colocar dinheiro no Brasil agora, após a disparada recente no preço dos imóveis? “Ruim seria entrar quando todo mundo já comprou os imóveis que tinha para comprar”, diz ele. “E isso não aconteceu.”

Como descobrir quanto vale o seu imóvel

size_590_aluguel-apartamento-sao-pauloSão Paulo – Existem algumas maneiras de avaliar o preço do seu imóvel. Umas são mais apuradas e indicadas para quem deseja estipular um valor mais preciso ao colocar o imóvel à venda. Outras, mais superficiais, podem ser indicadas para quem apenas quer ter uma noção sobre o valor do seu patrimônio. Confira a seguir o que fazer para precificar seu imóvel.

Consulte um corretor

Para quem precisa definir um valor para o imóvel porque tem o objetivo de vendê-lo, o melhor caminho é a consulta a um corretor de imóveis.

Quando o imóvel é colocado à venda em uma imobiliária o mais comum é que ela faça a avaliação sem cobrar nada por isso. Mas, caso o proprietário queira consultar um corretor apenas para isso, ele cobrará um valor à parte pelo serviço.

Os Conselhos Regionais de Corretores de Imóveis divulgam em seus sites uma tabela com os honorários dos principais serviços executados por corretores, como os percentuais de comissões por venda, locações e avaliações do valor do imóvel. Em São Paulo, uma avaliação por escrito é fixada em 1% do valor do imóvel e um parecer verbal custa, no mínimo, uma anuidade do Creci, que em 2013 é de 456 reais.

Segundo o presidente do Creci, José Augusto Viana Neto, na maioria dos casos os corretores visitam o imóvel e sugerem o valor ao proprietário verbalmente. Mas, também é possível solicitar uma avaliação documentada, o chamado “Parecer técnico de avaliação mercadológica”. “Esse documento fornece um valor para o imóvel e explica em detalhes porque foi determinado aquele preço. Ele inclui dados da estrutura do imóvel, comparativos de imóveis semelhantes vendidos na região e informações sobre zoneamento, infraestrutura e de mobilidade urbana”, diz.

Qualquer corretor pode opinar sobre o valor de uma propriedade, mas para elaborar o parecer técnico, o profissional precisa ter o título de avaliador imobiliário, que é garantido a corretores que têm diploma de curso superior em gestão imobiliária ou de especialista em avaliação imobiliária concedido por cursos do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci). É possível consultar a lista dos corretores com título de avaliador imobiliário no Cadastro Nacional de Avaliadores Imobiliários (CNAI), no site da Cofeci.

Viana explica que o documento é essencial em situações nas quais parentes ou cônjuges em processo de divórcio discordam sobre o valor de um imóvel herdado ou compartilhado prestes a ser vendido. Também é usado em permutas de imóveis ou em caso de inadimplência, quando o imóvel é tomado por um banco e o proprietário considera que a propriedade tem um valor maior do que aquele indicado pela instituição.

Para proprietários que não se encontram nessas situações, o parecer técnico pode ser apenas uma maneira de se resguardar nas negociações. “O parecer técnico é muito bom para que a pessoa não tenha ansiedade ao fazer o negócio, porque o proprietário passa a conhecer o preço de mercado do seu imóvel e entende exatamente se está o vendendo por um preço acima ou abaixo do seu valor”, afirma o presidente do Creci.

Ele acrescenta que, no caso da venda de imóveis usados, como a negociação é permeada por muitas contrapropostas, o parecer técnico é apresentado para dar base ao valor estipulado pelo vendedor.

Engenheiros e arquitetos também podem definir valores para imóveis, ou elaborar pareceres técnicos. Mas, segundo Viana Neto, a consulta a corretores é fundamental porque eles estão intimamente envolvidos com o mercado imobiliário da região. Em função disso, engenheiros e arquitetos que fornecerem pareceres devem consultar um corretor.

Acesse sites que o ajudem a estimar o valor do seu apartamento

Para quem apenas deseja ter uma ideia de quanto está valendo o seu imóvel, a opção mais indicada é fazer uma busca pela internet. Alguns sites, como o “Quanto Vale meu Apê?” e o “123i”, possuem ferramentas que permitem ao usuário encontrar estimativas sobre o valor exato do seu imóvel ou de imóveis parecidos em um mesmo bairro.

No Quanto Vale meu Apê, o usuário informa a área, o número de dormitórios, suítes, vagas do imóvel e a sua localização. O sistema fornece então uma estimativa de mercado do preço de imóveis similares localizados no mesmo bairro. O serviço é disponível para os estados de Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e do Distrito Federal.

Já o 123i informa exatamente o valor estimado dos imóveis de um determinado edifício, mas por enquanto o serviço só inclui dados de imóveis em São Paulo, capital.

A precificação dos imóveis no 123i é feita a partir de pesquisas realizadas por profissionais do portal, que vão diretamente aos edifícios para coletar informações técnicas com zeladores e síndicos, como a idade do prédio, a metragem dos apartamentos e os valores das últimas negociações. Além disso, imobiliárias, corretoras, proprietários e pessoas que conhecem os imóveis também podem fornecer dados sobre a propriedade no site, inclusive sugerindo outros valores.

Segundo o 123i, por meio de análises estatísticas, informações históricas de transações e do uso de algoritmos é possível inferir estimativas científicas de valor para um imóvel padrão de um determinado edifício. “Se um usuário coloca um valor diferente, nós temos uma equipe de estimativa que avalia essa contestação para checar se a informação faz sentido”, explica Rafael Guimarães, diretor de operações do site.

É importante ressaltar que os valores fornecidos pelo 123i não podem ser usados como uma avaliação formal. E isso é destacado no próprio site, no campo “Como funciona”, que informa que as avaliações formais só podem ser feitas por corretores autorizados pelo Creci e que a estimativa serve apenas como uma referência para o mercado.

Pesquise valores de imóveis similares

Buscar preços de imóveis similares à venda na mesma rua, ou em endereços próximos também pode ajudar quem quer uma ideia do valor do seu imóvel sem preciosismo, ou para quem quer se certificar de que a avaliação já feita por uma imobiliária está dentro dos parâmetros para a região.

Rafael Guimarães, do 123i, afirma que verificar entre oito e dez ofertas é o suficiente para montar uma estimativa. “O ideal é que se verifique ofertas de apartamentos do mesmo tamanho em edifícios com idade semelhante e padrão arquitetônico parecido”, diz.

A melhor referência pode ser encontrada no seu próprio edifício, de acordo com valores praticados em vendas recentes.

Portais como o 123i e outros, como o Viva Real, Zap Imóveis e Imovelweb, possuem milhares de anúncios em diversas cidades do país. Mas, caso você não encontre anúncios próximos à sua casa na internet, a saída é fazer uma caminhada pela região e se informar com porteiros, zeladores e moradores sobre quanto custam os imóveis por lá.

Segundo Nelson Parisi, presidente da Rede Secovi de Imóveis, comparar o valor de imóveis semelhantes pode, de fato, ajudar o proprietário a ter uma segunda opinião depois de feita uma avaliação do imóvel, mas para quem quer vender o imóvel, a consulta a corretores é imprescindível, já que se trata de um bem de alto valor. “Principalmente se for uma casa, não adianta fazer a comparação com outras casas na mesma rua, porque as casas são muito diferentes e os valores podem variar por questões muito específicas e o proprietário pode fazer uma estimativa errada”, afirma.

Entenda o que pode influenciar o valor

O valor de um imóvel é afetado por inúmeros fatores, tanto racionais, quanto emocionais. Mas alguns critérios se destacam para a formação do preço, como a localização, o tamanho, o estado de conservação, a área de lazer do condomínio e fatores mercadológicos que influenciam a oferta e a procura dos imóveis.

O presidente do Creci-SP, José Augusto Viana, explica que muitas vezes dois apartamentos podem ser aparentemente muito semelhantes, mas alguns detalhes podem tornar seus preços muito distintos. “Às vezes, dois imóveis ficam em um mesmo bairro, na mesma rua e muitas vezes dentro do mesmo prédio, mas têm valores diferentes porque um deles fica no lado esquerdo e outro no lado direito, por exemplo”, diz.

Andares mais altos costumam ser mais caros, assim como apartamentos voltados para a face norte em regiões frias, uma vez que eles são mais ensolarados. E em uma mesma região, um prédio mais novo, com uma fachada mais atraente também poderá ter um preço maior do que um imóvel em um prédio antigo, mesmo que sua área seja maior.

Fonte: http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/imoveis/noticias/como-descobrir-quanto-vale-o-seu-imovel?page=1

Muito além do verde

ciro-6447_281_242_2A palavra “sustentabilidade” se popularizou tanto nos últimos anos que acabou se desviando do seu sentido original. Basicamente, a atividade sustentável é aquela que permite atender às necessidades presentes sem comprometer as da geração futura. E, para merecer a qualificação de “sustentável”, uma ação deve se apoiar sobre o seguinte tripé: ser economicamente viável, ambientalmente correta e socialmente responsável.

Uma empresa não é sustentável só porque reduziu o número de impressões em papel, aboliu o uso de copos plásticos ou implantou o sistema de coleta seletiva. Essas providências colaboram para o bem do planeta, mas não são suficientes. O conceito “sustentável” deve estar incorporado à própria dinâmica da empresa, bem como aos produtos que ela coloca no mercado.

No caso do setor de habitação, a “sustentabilidade” deve ser observada em todas as etapas do processo produtivo. Da escolha do terreno ao processo de loteamento, da incorporação à comercialização dos imóveis, tudo deve estar respaldado pelos cuidados ambientais e pelo respeito ao papel social da empresa.

Traduzindo: deve-se priorizar o uso de materiais de procedência comprovada, que tenham gerado o menor impacto possível em sua obtenção e transporte; deve-se implantar mecanismos de eficiência energética (painéis fotovoltaicos, janelas, portas e outros materiais que propiciem maior entrada de luz e desempenho térmico); deve-se utilizar equipamentos que favoreçam a economia de água e seu reaproveitamento etc.

Mas não é só do “verde” que uma empresa sustentável deve cuidar. Os seres humanos também fazem parte deste planeta que, de duas décadas para cá, muitos formadores de opinião se propuseram a “salvar”. É aí que entra o segundo pilar da sustentabilidade: a ação social.

Não se trata exatamente de filantropia. Esta é positiva, sim, mas não pode ser vista como um fim em si. A uma empresa, não cumpre o papel de distribuir “benesses” – ela tem o dever de produzir com qualidade, de gerar empregos, de cumprir a legislação, de recolher seus impostos. Uma empresa contemporânea sabe que, a estes ditames, somam-se as novas demandas sociais – e, vale lembrar, o consumidor moderno espera que as empresas das quais adquire produtos e contrata serviços esteja atenta a este novo modo de fazer negócios.

Uma boa maneira de dar conta dessas novas demandas seria unir forças com as organizações de terceiro setor. A priori, estas seriam especializadas em suas respectivas áreas de atuação, e unir-se à iniciativa privada seria uma boa maneira de obterem os recursos necessários ao atingimento de suas metas. Porém, um estudo de 2001 – portanto, antigo –, feito  pelo Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor da FEA/USP acerca de “alianças intersetoriais”, revelava, à época, que 37% das empresas preferiam deter a autonomia e exclusividade de suas ações de responsabilidade social. Em 2010, outra pesquisa, desta vez coordenada pelo Grupo de Institutos Fundações e Empresas (Gife), apontou que 60% dos associados daquela entidade optavam por executar projetos com equipe própria em vez de recorrerem ao know-how de ONGs “especializadas”.

Nas duas pesquisas ficou claro que existe uma espécie de “desconfiança mútua” entre as organizações do terceiro setor e a iniciativa privada, dificultando a construção de parcerias que, bem utilizadas, poderiam render frutos. Para as empresas, as ONGs são ineficientes; já do lado das organizações da sociedade civil, surgiram posturas ambivalentes. Algumas têm uma percepção positiva das parcerias e acreditam que estas lhes trouxeram ampliação de network, fortalecimento de imagem e acesso a recursos. Outras, porém, frustraram-se com a incompatibilidade entre os métodos a que estavam habituadas e o “excesso de pragmatismo” das organizações.

Em resumo: por mais que a necessidade de atentar para o desenvolvimento sustentável esteja clara, ainda falta, para muitas empresas e também para outros tipos de organização, uma efetiva “internalização” dessa necessidade e desse conceito.

Atenção ao meio ambiente, respeito ao ser humano e, principalmente, lucro e sucesso nos negócios, pois sem isso nenhuma empresa sobrevive. Estes fatores são os verdadeiros pilares da tal “sustentabilidade”.

(*) Ciro Scopel é vice-presidente de Sustentabilidade do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) e titular da Scopel Empreendimentos e Obras S/A.

 

Fonte: http://www.secovi.com.br/noticias/muito-alem-do-verde/6241/

O que é um LOFT?

Em Nova York, regiões industriais decadentes, como o Soho, tornaram-se descoladas a partir da reciclagem de suas antigas fábricas e frigoríficos. Essas construções amplas, com pé-direito alto e vãos livres, atraíram, nos anos 60, artistas plásticos, que as utilizavam como morada e lugar de trabalho. Ateliê, quarto, sala, banheiro e cozinha se confundiam em um mesmo salão. Os lofts eram uma opção barata de moradia. Nos anos 70, com a revitalização de seu entorno pela prefeitura de Nova York, viraram moda e encareceram. Em Manhattan, os menores lofts de West Village (que vão de 55 a 78 metros quadrados) custam no mínimo 1 milhão de dólares.

O que um loft de verdade tem:

– Pé-direito de, no mínimo, 3,20 metros

– Ausência de paredes como divisões internas

– Ambientes conjugados preferencialmente em um nível só

– Colunas de sustentação aparentes

– Tijolos e tubulações à vista – elétrica, hidráulica e de ar-condicionado

– Ausência de forro e piso. O chão é de cimento

– Uso de materiais frios, como cerâmica

– Iluminação natural garantida por grandes janelas

Desire to inspire

Gregory Lee (Flickr)

HuntsmanPhoto (Flickr)

Ijzerman (Flickr)

Carl Bellavia (Flickr)

Salmonhead (Flickr)

Atelier Autonome (Flickr)

No Brasil, a maioria dos projetos lançados se distanciam muito do conceito original. Surgiram muitas adaptações, chamadas muitas vezes de lofts-fake ouapartamentos loft-inspired.  Por exemplo, muitos dúplex encontrados no mercado, embora não sejam nada amplos, são vendidos como lofts só por causa do pé-direito duplo. O que se faz por aqui são ambientes “loftados”, pois não  há galpões de fábrica em áreas em que as pessoas gostariam de morar. Mesmo assim o metro quadrado de um loft é cerca de 20% mais caro do que o de um apartamento convencional de mesma localização.

A tradução do conceito pelo mercado local resultou em construções de pé-direito duplo e grandes janelas em que a área social se confunde com a de serviço. A ala íntima (quarto e banheiro) fica resguardada em um mezanino. Solteiros e jovens casais sem filhos são o principal público desse tipo de empreendimento. Manter a privacidade num ambiente assim, no entanto, pode ser difícil quando ele é dividido com alguém. O loft é mais que um espaço: é um estilo de vida!

City Space (Flickr)

Casa Cláudia

Pete Sieger (Flickr)

City Space (Flickr)

 Roberto Migotto

Fonte: http://assimeugosto.com/2010/04/29/o-que-e-um-loft/

Facilidade de financiamento e aluguel valorizado tornam imóvel investimento atrativo.

567284-Novas-regras-para-financiamento-de-Imóveis-Caixa-2013-02SÃO PAULO – Quem está disposto a investir não deve contar apenas com fatores subjetivos e incertos, como boa vontade e sorte, para aumentar seu patrimônio. Além dos objetivos a serem atingidos, dos riscos que envolvem a aplicação, do retorno financeiro obtido e das opções disponíveis no mercado, é preciso avaliar as tendências econômicas, sociais e políticas que podem influenciar nos investimentos.

Neste sentido, apesar da recuperação gradativa do mercado de renda variável no Brasil, depois do abalo sofrido pela crise de crédito norte-americana, investimentos mais sólidos, como no mercado imobiliário, podem ser, no momento, mais atrativos, ainda mais com as recentes facilidades de acesso a quem quer comprar imóveis para alugá-los ou, posteriormente, vendê-los mais valorizados.

“Com juros mais baixos, riscos baixos e a solidez contra confiscos, o investidor que aplica em imóveis tem vantagens diferenciadas das demais aplicações financeiras”, argumenta a empresa do ramo imobiliário Tibério Construções e Incorporações.

Mais facilidades Dentre as novas medidas que ampliaram o acesso ao financiamento, está a que permite aos trabalhadores que recebem acima de R$ 4,9 mil utilizar recursos do FGTS para comprar imóveis. Anteriormente, esses consumidores teriam de procurar os financiamentos com recursos livres dos bancos ou da poupança (SFH), cujas taxas de juros são mais altas.

Além disso, o Conselho Curador do FGTS decidiu aumentar o valor do imóvel a ser financiado, de R$ 130 mil para R$ 350 mil, sendo que cotistas do fundo podem ter direito a R$ 245 mil de empréstimo.

Outra novidade, desta vez anunciada pela Caixa Econômica Federal, foi de redução da taxa de juros pós-fixada para financiamentos de imóveis com recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), para mutuários que optarem pagamento em conta-corrente no banco ou consignado. Dependendo da modalidade a ser contratada, a queda é de 1% ao ano.

Aluguel mais valorizado “Hoje, comprar imóvel tem sido cada vez mais fácil, seguro e barato. Em contrapartida, o aluguel de imóveis tem sofrido um aumento de preços desde 2003, devido à demanda crescente de quem não comprova renda familiar suficiente para adquirir um financiamento e precisa morar em imóvel alugado”, afirma a Tibério.

Comprovando a afirmação, em artigo publicado recentemente, o presidente do Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo), José Augusto Viana Neto, aponta que o valor da locação mais do que dobrou na capital paulista, entre 2003 e 2008. Se naquele ano o aluguel representava 0,5% do preço do imóvel, hoje vale, no mínimo, 1%, chegando, em alguns casos, a 1,5%.

“Isso transformou o setor em um dos mais cobiçados para os investidores”, afirmou. “Recentes divulgações apontam uma migração da população para a periferia da cidade de São Paulo, uns por necessidade de economia, outros por busca de maior tranqüilidade e qualidade de vida para si e sua família”, completou.

Cautela O futuro investidor não deve, entretanto, deixar se levar apenas pelas vantagens do mercado imobiliário aquecido e pelas facilidades que encontrar para adquirir uma propriedade. Antes de aplicar suas economias, o investidor deve avaliar cada detalhe do contrato, dando atenção especial a itens como forma de pagamento ou localização do imóvel que pretende comprar.

Além disso, como já mencionado, é preciso definir previamente um objetivo para fazer a melhor escolha. “Se for viver da renda do aluguel de imóveis, o ideal é optar por imóveis de dois a três dormitórios, cuja locação é mais rápida que os imóveis de mais cômodos. O prazo médio de locação destes imóveis é de cerca de 30 dias”, explica Tibério.

Fonte: http://dinheiro.br.msn.com/guias/facilidade-de-financiamento-e-aluguel-valorizado-tornam-im%C3%B3vel-investimento-atrativo-53

Construtoras focam em imóveis sob medida

Projetos incluem casas e apartamentos com lazer e segurança. Financiamento pode chegar a 35 anos e o FGTS pode ser usado

Rio – Cada vez mais construtoras investem em projetos imobiliários enxutos, mantendo a qualidade do acabamento e itens como segurança e lazer. Isso tudo na medida certa para garantir que os proprietários não estourem o orçamento com o condomínio e a prestação do financiamento, quando estiverem morando.

As opções incluem apartamentos e casas, em média, com 60 metros quadrados e em bairros como Taquara, Tomás Coelho, Engenho Novo, Del Castilho e Campo Grande, além dos municípios de Nova Iguaçu, Macaé, Mangaratiba e São Gonçalo.

Casa dúplex decorada, do Fiori, em Campo Grande, tem lazer completo | Foto: Divulgação

Casa dúplex decorada, do Fiori, em Campo Grande, tem lazer completo | Foto: Divulgação

As oportunidades contam com imóveis dentro e fora do programa habitacional ‘Minha Casa, Minha Vida’. As unidades podem ser financiadas em até 35 anos e o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) poderá ser usado, desde que o trabalhador se encaixe nas regras para saque. Os preços são a partir de R$ 115 mil.

“O conceito de apartamentos sob medida permite que famílias tenham a oportunidade de adquirir o imóvel próprio sem preocupações, sem perder o conforto. Nesse cenário, como o ‘Minha Casa, Minha Vida’, que permite a compra com juros mais baixos, todos podem ter a oportunidade de ter a casa própria com o máximo de lazer”, explica Leonardo Mesquita, diretor de Negócios da Cury Construtora no Rio.

Fachada do condomínio Completo Zona Norte, da Cury, que terá 279 apartamentos e itens de lazer como salão de festas, piscinas adulto e infantil | Foto: Divulgação

Fachada do condomínio Completo Zona Norte, da Cury, que terá 279 apartamentos e itens de lazer como salão de festas, piscinas adulto e infantil | Foto: Divulgação

A empresa tem 1.182 unidades pelo programa em vários bairros da cidade do Rio, como Engenho Novo e Tomás Coelho, e no município de São Gonçalo.

Mangaratiba e Macaé têm unidades

A Brookfield e a João Fortes também adotaram o conceito. Elas oferecem empreendimentos em Sahy, em Mangaratiba, e em Macaé. A Brookfield já lançou 1.767 unidades em Sahy, desde 2009. Desse total, apenas 424 estão disponíveis, com preços a partir de R$ 100 mil. Os condomínios contam com áreas de lazer próprias.

Já construtora João Fortes lançou a segunda fase do Residencial Brisa do Vale, pelo ‘Minha Casa, Minha Vida’, em parceria com a Prefeitura de Macaé. São 496 unidades dois quartos com ou sem suíte.

Campo Grande está em alta

Campo Grande é um dos bairros que reúnem vários projetos imobiliários com este conceito de residência sob medida. Construtoras como a Celta e a Fernandes Araujo oferecem empreendimentos que contam com imóveis de qualidade, lazer completo e segurança.

 Lazer do Riviera Premium, da Celta, em Campo Grande. Condomínio terá apartamentos de dois quartos com suíte | Foto: Divulgação


Lazer do Riviera Premium, da Celta, em Campo Grande. Condomínio terá apartamentos de dois quartos com suíte | Foto: Divulgação

O Riviera Premium Residences, da Celta Engenharia, por exemplo, tem 216 unidades. Preços a partir de R$ 199 mil. Serão apartamentos de dois quartos com suíte. O condomínio será construído na Av. Cesário de Melo 4.077.

Já a Fernandes Araujo acaba de lançar o Fiori Residências. Condomínio de casas dúplex com jardim e churrasqueira exclusivos, além da completa área de lazer. Os dois empreendimentos contam com financiamento da Caixa.

Zona Sul e Barra mantêm conceito de condomínios

Algumas regiões do Rio estão recebendo vários investimentos em infraestrutura por conta dos grandes eventos que a cidade sediará (Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016) e, por isso, têm atraído projetos imobiliários que se tornam viáveis para a nova classe média.

“O Rio está passando por um momento bastante peculiar, recebendo grandes eventos mundiais, que trazem investimentos maciços para a cidade. Nesse contexto e com o aumento do poder aquisitivo da população, novas áreas se valorizaram e vimos grandes oportunidades em lançar empreendimentos em regiões pouco exploradas”, explica Marcos Saceanu, diretor de incorporação da PDG Rio.

O objetivo da construtora é oferecer empreendimentos com a qualidade e conforto de imóveis da Zona Sul e Barra, mas com um preço mais acessível. “Os empreendimentos atraem não somente os moradores da região, que ganham uma opção de luxo no lugar onde já moram, mas também investidores que acreditam na valorização desses empreendimentos”, conclui Saceanu. Há unidades prontas em Campo Grande, com entrada de 15%, sem juros e o restante pode ser pago em até 120 meses, com mensais a partir de R$ 974.

Fonte: http://odia.ig.com.br/portal/imoveis/construtoras-focam-em-im%C3%B3veis-sob-medida-1.521855Z

As melhores opções para investir em imóveis

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Imóveis podem trazer excelente retorno para quem deseja investir e garantir uma renda extra.

São Paulo – Escolher a melhor forma de aplicar o dinheiro é uma dúvida de muitas pessoas. Hoje, são inúmeras as possibilidades de investimentos que propiciam retornos lucrativos, em curto e em longo prazo. O mercado imobiliário, como sempre, é uma alternativa que salta aos olhos dos mais diversos tipos de investidores que buscam obter uma renda estável com a venda ou aluguel do imóvel. De maneira geral, investir em apartamentos, salas comerciais e lotes, na maioria dos casos, é sempre um bom negócio, principalmente com o aquecimento da economia que impulsiona cada vez mais o setor.

“Um imóvel bem comprado pode trazer para o seu investidor excelentes resultados. Além da valorização patrimonial do bem, ainda tem a possibilidade de retorno com a locação”, explica José De Fillipo, diretor da D-Fillipo Netimóveis.

Mas por qual tipo de imóvel optar quando se deseja investir?

Segundo Marco Tulio Silva, diretor de vendas da Gran Viver, avaliar qual é o melhor investimento depende do momento de vida e dos objetivos de cada investidor. Cada tipo de imóvel apresenta seus pontos fortes, fracos e também os seus riscos, como todo negócio. “É impossível prever qual é o melhor ou pior investimento, depende de uma série de fatores. No geral, o bom imóvel é aquele que tem uma documentação regular, uma boa localização e uma empresa séria e de credibilidade no mercado, que garanta a sua entrega”, destaca Silva.

Confira as vantagens e desvantagens de cada tipo:

Imóvel na planta

Uma das maiores oportunidades está na aquisição de imóveis na planta, que geram maiores lucros em relação aos imóveis já construídos. “Esse é, sem dúvida, o melhor investimento. Quando o apartamento fica pronto, o lucro que seria do construtor passa a ser do investidor. Muitos jovens, inclusive, optam por alugar o imóvel assim que ele é entregue. Dessa forma, podem pagar uma parte das prestações do financiamento com o valor recebido do aluguel”, diz De Fillipo.

Os imóveis prontos também oferecem diversas possibilidades de investimentos. A pessoa pode optar entre residenciais e comerciais, que podem ser vendidos após a valorização patrimonial, ou alugados, garantindo uma renda mensal extra ao investidor. “Apartamentos menores, de um ou dois quartos, são os mais procurados, assim como salas e lojas, que proporcionam boa rentabilidade quando são locados”, explica o diretor. No momento de escolher o imóvel para comprar, o fundamental é estar atento a quatro fatores: o ponto, a planta, o padrão de acabamento e o preço. “A aliança desses quatro fundamentos garantirá a realização de um ótimo negócio imobiliário”, explica José De Fillipo.

Terreno

Outra alternativa é o investimento em lotes. De acordo com Silva, esse imóvel pode garantir uma série de vantagens para quem deseja investir. “O lote não tem grandes custos de manutenção, é simples e barato de manter. O tempo é seu grande aliado, diferente de outros bens, como carros, que desvalorizam com o passar dos anos. Além disso, um lote não sofre com crises econômicas, aquecimento global ou mudanças de governo”. Segundo ele, os lotes sempre se valorizam mais que os fundos de renda fixa e caderneta de poupança, o que faz deles ótimos investimentos.

Para quem adquire um terreno, são inúmeras as opções que geram bons retornos. “O investidor pode aguardar a valorização do lote e vendê-lo a preços bem maiores. No caso de lotes fora dos condomínios, pode construir um imóvel residencial e alugar os apartamentos, ou um galpão para empreender um novo negócio, obtendo uma renda complementar na aposentadoria”, explica Silva. De qualquer forma, escolher um bom lote para comprar é muito importante, seja qual for a opção de investimento. “A pessoa deve analisar o crescimento da vizinhança, o comércio, transporte público, o acesso para a região, a qualidade das construções do entorno, dentre outros. Esses fatores que irão determinar sua valorização”, ressalta ele.

Fonte: http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/imoveis/noticias/as-melhores-opcoes-para-investir-em-imoveis?page=2

Saiba como usar crédito para financiar um imóvel

As taxas de financiamento de imóveis são, em geral, as mais baratas do mercado em relação a outras modalidades de crédito. Isso porque, caso o comprador não pague a dívida, o banco pode tomar o bem de volta para evitar a perda financeira. Quanto menor o valor financiado, menor o risco para o banco e menor a taxa.

Financiamento-Imobiliário

-Documentação necessária para financiar um imóvel

Quem pretende financiar um imóvel pode providenciar a documentação básica antes mesmo de ir ao banco.

Embora outros papéis possam ser requeridos de acordo com cada caso e instituição financeira, há exigências comuns para todas as instituições.
– Carteira de Identidade ou outro documento oficial de identificação que informe o nome dos pais. Além do original, uma cópia;
– CPF, original e cópia, ou documento oficial original que tenha o número do CPF;
– Comprovante de estado civil, cópia e original;
– Comprovante de rendimentos, original e cópia;
– Certidão Conjunta Negativa de Débitos relativos a Tributos Federais e Dívida Ativa da União ou Certidão Conjunta Positiva com Efeito de Negativa de Débitos relativos a Tributos Federais e Dívida Ativa da União, disponíveis no site da Receita Federal;
– Quem deseja usar o dinheiro do próprio FGTS para dar de entrada no imóvel vai precisar de mais documentos, como carteira de trabalho e extrato do FGTS.

– Etapas do financiamento

De acordo com a Caixa Econômica Federal, o caminho básico até o financiamento de um imóvel envolve os seguintes passos do candidato ao crédito:

– simular as taxas para cada tipo de financiamento no site das instituições financeiras. Os bancos de varejo, públicos e privados, têm simuladores que podem ajudar o comprador antes mesmo que ele vá à agência bancária;
– preencher os cadastros e fichas, com informações pessoais e de renda, exigidos pela instituição financeira escolhida;
– se o cadastro for aprovado pelo banco, o cliente recebe a carta de crédito solicitada;
– junto com a carta de crédito, o cliente recebe do banco uma relação de outros documentos e formulários que ele precisará entregar à instituição.

– Pesquise a melhor taxa

A melhor saída para quem pretende financiar um imóvel é consultar todas as opções possíveis e saber qual o menor preço do mercado, que servirá de base para negociações.

Há linhas de crédito específicas para a casa própria disponíveis em praticamente todos os bancos de varejo do país. As opções variam de acordo com o perfil de cada comprador: renda, percentual a ser financiado e valor do imóvel.
Na Caixa Econômica Federal, banco público líder em crédito imobiliário no país, as taxas variam entre 5% ao ano + Taxa Referencial (TR) e 13,5% ao ano + TR.

O dinheiro que a Caixa empresta para os financiamentos de imóveis vem, basicamente, de uma das três seguintes fontes: o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); os recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE); ou o Programa Especial de Crédito Habitacional ao Cotista do FGTS.

– Preste atenção nos índices de correção

Antes de assinar um contrato de financiamento de imóvel, preste muita atenção aos índices de correção: são eles que determinarão o quanto o preço do seu empréstimo subirá ao longo dos anos.

Usualmente, os mais usados são as variações acumuladas em 12 meses do Índice Nacional do Custo da Construção (INCC) ou o Índice Geral de Preço do Mercado (IGP-M). “Os índices são necessários para calcular o quanto a parcela valerá ao longo dos anos, com a inflação”, diz o consultor Alexandre Lignos.

O melhor, recomenda, é pesquisar qual desses índices subiu menos antes de ir ao banco; em caso de dúvidas, não assine e peça a consultoria de um advogado, até entender cada detalhe.

“O contrato não pode adotar mais de um índice no contrato, como ‘o índice que variar mais no período’, ou índices compostos, como IGP-M + TR. Só pode um único índice”, avaliou.

– Se você tem dinheiro para a entrada

Juntar uma boa reserva inicial é a melhor maneira de garantir taxas de juros e prazos menores em um financiamento imobiliário.

Quem se encaixa nesse perfil tem liberdade para encontrar bons negócios em imóveis usados, novos ou na planta.

No caso dos usados, o financiamento vale a pena se o preço for muito atraente: isso porque as taxas de financiamento dos usados são mais caras que a dos imóveis novos . “No momento em que o cliente deixar de pagar o imóvel, o novo ainda continuará novo ou seminovo. Já o usado financiado, quando o banco precisar tomar, em caso de inadimplência, já não vale nada”, avalia Miguel José Ribeiro de Oliveira, vice-presidente de estudos econômicos e responsável pela pesquisa mensal de juros da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

Para Oliveira, quem procura parcelas pequenas e prazo longo deve fugir dos usados. “O banco não financia 100% no imóvel usado. Para quem vai pagar parcelas com aperto, é mais complicado”, diz.

O consultor financeiro Alexandre Lignos, da IGF, diz que, a não ser que a diferença de preço entre o novo e o usado seja muito grande ou o imóvel seja o “sonho” do comprador, é melhor financiar um novo.

“Se a pessoa tem R$ 80 mil, é melhor comprar um usado de R$ 100 mil ou um novo de R$ 120 mil? Tem que se avaliar infraestrutura do condomínio, o quanto cada um vai depreciar, sem falar nos gastos com manutenção. Você nunca sabe ao certo quanto vai gastar em obras num imóvel usado”, diz Lignos.

– Novo ou na planta?

Na avaliação do consultor financeiro Alexandre Lignos, da IGF, quem tem dinheiro para dar de entrada pode se beneficiar da compra de imóveis na planta que, calcula, são em média 20% mais baratos do que os novos.

“No contrato, você está comprando um pedaço do terreno, uma coisa que ainda não existe”, diz. Apesar do risco – e principalmente quando há alguma reserva disponível – há mais espaço para negociar as condições de pagamento e de preferências do futuro proprietário. Além disso, como parte do valor do imóvel é paga à própria construtora, o montante a ser financiado com os bancos será menor.

“Se você compra na planta um imóvel de R$ 260 mil, e paga R$ 130 mil para a construtora até sair o Habite-se (certidão de que o imóvel está de acordo com a legislação), vai ter que financiar no banco R$ 130 mil, bem menos do que se você buscasse o financiamento do mesmo imóvel já pronto”, diz Lignos.

– Como financiar imóvel de madeira

De acordo com a Caixa Econômica Federal, não podem ser financiados imóveis de madeira que apresentem condições de “fragilidade ou baixa durabilidade, riscos de problemas estruturais e ausência de condições de habitabilidade”.

Assim como os imóveis de alvenaria, os imóveis de madeira precisam ser aprovados em vistoria realizada pelo departamento de engenharia do banco para que o financiamento seja aprovado.

– Quem não tem dinheiro para dar de entrada, mas tem pressa

Nesse caso, a solução é entrar em um financiamento de 100% do imóvel, com prazo longo. “Tem situações em que a pessoa tem uma renda baixa e ainda paga o aluguel. Nesse caso é muito difícil ela conseguir fazer uma reserva de R$ 20 mil, R$ 30 mil para dar de entrada”, diz Oliveira, da Anefac. Sempre que possível, no entanto, é melhor evitar essa opção. “Não vale a pena porque daí um imóvel que valia R$ 100 mil você vai acabar pagando R$ 300 mil em 30 anos”, avalia.

– Quem não tem dinheiro para dar de entrada e não tem pressa

Se o objetivo é ir juntando dinheiro para, um dia, realizar o sonho da casa própria, o consórcio pode ser uma boa opção. A vantagem, diz o economista da Anefac, é que um imóvel em consórcio pode sair de 25% a 30% mais barato do que em um financiamento tradicional.

A principal desvantagem, além dos prazos de pagamento mais curtos do que no financiamento imobiliário, é que não dá para ter ideia de quando o imóvel estará finalmente disponível para o proprietário.

“Para quem quer sair do aluguel agora, não serve. A não ser que você seja muito sortudo ou tenha uma boa reserva para dar um lance. É bom para um jovem que não esteja com pressa de sair da casa dos pais, ou um segundo imóvel, uma casa de campo”, exemplifica o economista.

Samy Dana, da FGV, e Alexandre Lignos, da IGF, discordam. Para eles, é bem melhor juntar o dinheiro em uma aplicação mês a mês, sem interferência de um consórcio, que cobra taxas pela administração dos recursos.

– Para quem vai construir o próprio imóvel ou fazer uma reforma

Realizar desde o início a obra de um imóvel idealizado pelo proprietário requer um tipo de financiamento que, em geral, é mais caro que o crédito imobiliário.

Mais uma vez, por causa do risco: em caso de inadimplência, é mais difícil para o banco tomar um imóvel que ainda não existe e, por isso, nem se sabe ao certo quanto valerá.

“Como o banco não consegue enxergar o produto final, não vai avaliar em preço muito alto”, avalia Samy Dana, que alerta: “é preciso tomar cuidado, porque quem constrói facilmente se engana nos planos, a construção demora mais e se gasta três vezes mais do que o previsto”.

Já para quem pretende reformar, há linhas específicas para a compra de material de construção com esse fim que são mais baratas que outras opções de empréstimo pessoal.

– Cuidados antes de financiar um usado

O professor de economia da Fundação Getúlio Vargas, Samy Dana, diz que o financiamento de parte do imóvel usado é recomendável mesmo para quem já tem o dinheiro para pagar à vista, como alternativa para fugir dos riscos de eventuais pendências relacionadas ao bem.

“Financie pelo menos um pouquinho do imóvel. Antes de aprovar o financiamento, os bancos fazem uma busca para ver se ele está em condições adequadas, se não tem pendência judicial ou está devendo imposto. Você paga por isso, mas fica mais barato do que fazer por conta própria”, afirma Dana.

Buscar um cartório de registro de imóveis e exigir o máximo de informações do proprietário também são passos para quem quer evitar surpresas desagradáveis na compra.
Fique atento a itens como:
– se o proprietário do imóvel é o único dono ou se há outros proprietários;
– se o proprietário(a) é casado(a), é necessária a assinatura do cônjuge para fechar o negócio;
– se há certidão negativa da prefeitura de ônus com o IPTU do imóvel;
– exigir últimos comprovantes de pagamento de água, de luz e de outros encargos incidentes sobre o imóvel;
– no caso de apartamentos, peça ao síndico uma declaração negativa de débitos do imóvel no condomínio.

– Quando vale a pena refinanciar o imóvel

Refinanciar o próprio imóvel e obter dinheiro a juros menores pode ser uma boa solução para tem uma dívida cara (como no cheque especial ou no cartão de crédito, por exemplo). Mas atenção: a alternativa só é viável para quem tem certeza que conseguirá pagar as parcelas do financiamento sem problemas. Isso porque, em caso de inadimplência, o endividado perde o imóvel.

“É arriscado para quem for deixar de pagar. Mas vale para valores proporcionais: não tem cabimento para cobrir uma dívida de R$ 10 mil no cheque especial, fazer um financiamento de R$ 100 mil”, ensina Oliveira, da Anefac.

Para Samy Dana, da FGV, o refinanciamento é recomendável para quem tem certeza da sua capacidade de pagamento. “Eu não acho que você pode usar isso para entrar em um risco maior, de tomarem seu imóvel. Mas o mecanismo é recomendado”, afirma.

– Como usar o FGTS

Na hora de planejar o financiamento, lembre-se do FGTS: ele pode ser o maior aliado de quem quer reduzir o prazo e as taxas de juros no crédito imobiliário.

“É uma possibilidade interessante uma vez que esse dinheiro fica um pouco congelado na sua vida, não rende muito”, diz Samy Dana, da FGV.

A maneira mais tradicional e conhecida de usá-lo é como entrada do imóvel. Pode, no entanto, também ser usado para quitar parcelas (atrasadas, inclusive) ou reduzir o saldo devedor do financiamento do mesmo imóvel mais de uma vez, desde que haja saldo disponível – mesmo que o FGTS já tenha sido usado na entrada.

“É importante usar para dar de entrada e, depois disso, é permitido a cada dois anos você pegar o FGTS e amortiza taxa do saldo devedor”, afirma Miguel José Ribeiro de Oliveira, da Anefac.

– Taxas que você paga sem saber

O advogado Marcelo Tapai, especialista em ações judiciais do setor imobiliário, diz que é preciso ficar atento para não levar um susto na hora de pagar o financiamento do seu imóvel. Confira as taxas que, muitas vezes, são cobradas no financiamento imobiliário sem aviso prévio:

– Taxas de consultoria/assessoria imobiliária

As mais comuns são a Sati (Serviço de assessoria técnica imobiliária) e a taxas de corretagem, cobradas geralmente nos estandes de venda que as construtoras montam no próprio terreno do empreendimento.

“Quando alguém compra o imóvel, tem que pagar apenas o valor do imóvel. Todo o resto é opcional e deve estar discriminado antes do pagamento”, orienta. De acordo com o advogado, é importante pedir essa discriminação por escrito antes de fechar negócio. “Senão cobram o preço do imóvel R$ 100 mil, você vai lá R$ 10 mil de entrada e quando vê o contrato percebe que custava R$ 95 mil”, exemplifica.

– Financiamento ‘recomendado’

É importante, segundo Tapai, pesquisar as melhores condições antes de aceitar a linha de financiamento “recomendada” pela construtora. Muitas vezes, isso acontece porque a construtora financiou a obra com a mesma instituição, e cobra taxas para repassar a documentação do cliente ao banco de preferência dele.

“O consumidor tem o livre direito de usar a linha de financiamento que for mais conveniente. A construtora não pode cobrar essa taxa do cliente”.

Fonte: http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2011/06/saiba-como-usar-credito-para-financiar-um-imovel.html

Como comprar seu primeiro imóvel com planejamento e responsabilidade?

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Ter um lugar para chamar de seu é um sonho de muitos brasileiros. A compra da casa própria é um objetivo que jovens e adultos têm em mente mas muitas vezes não sabem como preparar o investimento necessário para isso. Por isso, diante de uma oportunidade tentadora, é natural que acabem agindo por impulso e fechem rapidamente o negócio.
No entanto, a compra de um imóvel é uma relação de consumo que envolve grande quantia de dinheiro e, sobretudo em casos da primeira compra, é necessária cautela, responsablidade e ter o pé no chão. Como comprar seu primeiro imóvel analisando todas as variáveis possíveis então?

“Com uma expectativa positiva para o mercado imobiliário nos próximos anos e a melhoria do poder aquisitivo da população, a ideia de comprar um imóvel é uma proposta muito tentadora, mas não se deve precipitar. Afinal, não se trata de qualquer investimento”, diz Roberto Bisker, CEO e sócio fundador da SAB Group Incorporações. Antes de começar a pesquisar imóveis, é preciso ter um planejamento – cada pessoa deve respeitar o seu momento financeiro e suas possibilidades, de forma a tomar a melhor decisão para o seu caso. “Geralmente as pessoas em busca do primeiro imóvel estão adquirindo o seu maior patrimônio e dando um passo muito importante na sua vida; não se trata apenas de uma compra, e sim a conquista de um sonho”, analisa Bisker.

Uma série de fatores precisam ser levados em conta para a decisão da compra do primeiro imóvel, mas dois deles se sobressaem e são as primeiras variáveis que devem ser pensadas: a localização do imóvel e o valor necessário para a compra em comparação com a renda disponível para tal aquisição. “É importante saber em qual região se pretende morar e conseguir delimitar os bairros que farão parte da rotina do comprador”, pontua Bisker. “Para tal avaliação, também é necessário decidir se o primeiro imóvel será uma moradia temporária ou mais permanente, com um projeto de vida familiar. As facilidades da região, como transporte público, mercados, bancos, shoppings centers e outros serviços também entram na pesquisa.”

Outro fator decisório é a renda disponível para a compra e a reserva garantida. O ideal é fazer cuidadosamente os cálculos e analisar as opções de pagamento. ”Os financiamentos praticados no mercado só cobrem 80% do valor do imóvel. Então, contando todos os gastos extras – incluindo os valores do cartório – é preciso uma reserva de pelo menos 30% do valor do bem que desejado”, calcula o CEO. Antes de definir a estratégia de pagamento, é sempre interessante analisar cada uma das opções disponíveis na praça como o financiamento concedido pelas construtoras, o empréstimo bancário e os consórcios. Independente do tipo de pagamento, o primeiro passo para quem pretende adquirir o primeiro imóvel é poupar seu dinheiro e pensar a médio e longo prazo, para não surgirem endividamentos.

Outras dicas
Outra dúvida comum dos compradores do primeiro imóvel é a questão do aluguel. Em alguns momentos, pode sim ser melhor alugar um imóvel, ainda que temporariamente, até poder comprar ou financiar um apartamento sob condições mais favoráveis. Porém, a mesma renda utilizada no aluguel poderia ser resguardada para o sinal para a compra efetiva do empreendimento, sendo um apartamento usado, novo ou na planta – sendo assim, uma melhor alternativa. Os imóveis usados, mesmo sendo maiores, tendem a se desvalorizar mais rápido com o passar dos anos e geralmente necessitam de uma maior reforma e não possuem áreas mais modernas de lazer, como piscinas e academias.

Em todos os casos, é preciso estar preparado para fixar uma parcela significativa do orçamento com o pagamento de prestações e saber que os gastos não acabam na compra. “Além de taxas e impostos associados com a aquisição do imóvel, é preciso levar em consideração os gastos mensais fixos como seguro, IPTU e condomínio”, pontua Bisker. O futuro proprietário deve fazer as contas e verificar seu balanço financeiro – a compra do imóvel é apenas o segundo passo, após todo o planejamento. Porém, ter um imóvel requer sempre responsabilidade e análise de custos.

Ao se programar para a compra, por mais que o desejo de ter o primeiro imóvel seja urgente, é preciso ter cautela. O mercado está com várias boas oportunidades e realizar um planejamento financeiro e pessoal, junto à uma pesquisa de imóveis e regiões, é essencial para encontrar o melhor negócio que se enquadre ao perfil desejado.

Fonte: http://www.portalvgv.com.br/site/como-comprar-seu-primeiro-imovel-com-planejamento-e-responsabilidade/

Investimento imobiliário será arma contra inflação em 2013

Para banco, investimento no mercado de imóveis oferece proteção contra a inflação dos serviços, a mais preocupante para os poupadores

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Centro do Rio de Janeiro: área com muita demanda e pouca oferta de imóveis.

Centro do Rio de Janeiro: área com muita demanda e pouca oferta de imóveis
São Paulo – O mercado espera que a inflação pelo IPCA feche o ano em 5,43%, mas a inflação que mais deve preocupar os poupadores não é esta, mas a inflação dos serviços. Estudo encomendado pelo Banco Máxima à consultoria MB Associados prevê que a inflação de serviços deve fechar o ano em 8%, e 2013, em 9%. Como proteger o dinheiro de uma corrosão tão grande? A resposta, para o banco, está nos investimentos lastreados em imóveis.

A principal delas são os fundos imobiliários, fundos com cotas negociadas em Bolsa que investem em imóveis corporativos como shopping centers, prédios de escritórios e galpões industriais. Aqueles que buscam obter renda com o aluguel normalmente têm seus contratos corrigidos pelo IGP-M. “O IGP-M capta melhor a inflação dos serviços do que o IPCA, que é um índice muito mais voltado para os produtos”, diz o agente autônomo Arthur Vieira de Moraes, especialista em fundos imobiliários.

Além disso, os aluguéis advindos de fundos imobiliários são isentos de IR para a pessoa física, o que incrementa ainda mais a rentabilidade. Apenas o ganho de capital com a venda das cotas em Bolsa é tributado. “A demanda por fundos imobiliários está alta. Este investimento deve dar a tônica para 2013 e 2014”, observa Claudia Martinez, diretora comercial do Banco Máxima. Ela lembra ainda que, além da correção pelo IGP-M, aluguéis são revisados para cima de tempos em tempos, dependendo do aquecimento do mercado.

O banco já tem um fundo totalmente vendido, o Máxima Renda Corporativa, que deve estrear na Bolsa no início de 2013, e outro que ainda será formatado e aberto para captação no ano que vem. Ambos investem em diferentes partes do Edifício Sloper, no Centro do Rio de Janeiro, cuja locatária, a varejista Leader Magazine, tem 70% do seu capital nas mãos do BTG Pactual.

Papéis com lastro em imóveis

No mercado imobiliário, há ainda duas outras opções isentas de IR. As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI). As primeiras são garantidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) no valor de até 70.000 reais, o que significa que aplicações até esse valor são reembolsadas ao investidor em caso de quebra do banco emissor do papel.

As CRIs, que costumam ter valor de face maior e ser destinadas a investidores qualificados (que tem mais de 300.000 reais em aplicações financeiras) não contam com essa proteção, mas têm lastro em imóveis, que funcionam como sua garantia. Embora o pequeno investidor geralmente não tenha acesso a esse tipo de papel, existem fundos imobiliários especializados em investir em CRIs e LCIs, ou seja, apenas em papéis, não em imóveis físicos. Os rendimentos desses fundos também são isentos de IR.

Muitas CRIs remuneram uma taxa de juros prefixada mais a inflação para o IGP-M, o que é bastante interessante para o investidor que tem acesso a elas ou o cotista de fundos que aplicam nesses papéis, ao menos em termos de rentabilidade. As LCIs, porém, costumam ser pós-fixadas, isto é, remunerar um percentual do CDI.

No Banco Máxima é possível obter LCIs que paguem entre 91% e 100% do CDI para prazos entre 60 dias e um ano, totalmente isentos de IR. Uma LCI que pague 91% do CDI equivale a um CDB que pague 117,4% do CDI, de acordo com o banco.

Cuidados com os fundos imobiliários

Tanto os fundos imobiliários de aluguéis quanto aqueles que investem em recebíveis imobiliários – notadamente as CRIs – podem oferecer uma boa proteção contra a alta inflação que atinge o poupador. No entanto, convém ter alguns cuidados. Em primeiro lugar, prefira os fundos cujos contratos de aluguel são corrigidos pelo IGP-M ou que invistam em CRIs que paguem um percentual mais IGP-M, a fim de incorporar melhor a correção pela inflação. “Fundos cujos contratos são reajustados pelo IPCA podem, portanto, não ser a melhor opção”, diz Arthur Vieira de Moraes.

Além disso, um estudo publicado recentemente pela consultoria Colliers mostrou que o mercado de escritórios de alto padrão deve atingir a saturação na cidade de São Paulo já em 2013, uma vez que já houve um grande aumento da oferta desse tipo de imóvel em 2012 e haverá novas entregas no ano que vem.

“É bom acender a luz amarela com os fundos que investem nesse tipo de imóvel. O mercado até que absorveu bem os imóveis entregues em 2012, atingindo um equilíbrio, com uma taxa de vacância normal, entre 5% e 6%. Mas a demanda teria que manter o ritmo. Se o crescimento do país estagnar ou se houver recessão, a vacância vai aumentar e os aluguéis vão estagnar ou até cair. No mercado de escritórios, não deve mais haver muitos reajustes de preços. O gestor que conseguir manter o valor do aluguel já vai se dar bem”, explica Moraes.

Uma esperança é o fato de que São Paulo e Rio continuam atraindo capital estrangeiro. No caso da capital fluminense, a demanda deve continuar forte, principalmente nas áreas mais badaladas e com menos espaço para construir, como Centro, Copacabana e o eixo Ipanema-Leblon. Os eventos esportivos que a cidade vai sediar, bem como projetos como o Porto Maravilha, contribuem para valorizar a cidade que, segundo a Colliers, só deve entrar em estágio de superoferta em 2015.

“O Rio tem pouco espaço para construir e muitos prédios antigos nas regiões mais desejadas. Empresas que precisam de mais infraestrutura têm uma oferta pequena de imóveis e há muito espaço para readequar esses edifícios por meio do retrofit. Só tem que tomar cuidado com a Barra da Tijuca, que é um bairro com alta vacância e onde ainda há muito espaço para construir”, diz Vieira de Moraes, que lembra que em São Paulo, o equivalente à Barra seria Alphaville, que também demanda cuidado em função do aumento de vacância.

Para ele, como a renda do brasileiro continua crescendo, os imóveis ligados ao consumo, como os shopping centers e os galpões logísticos, têm boas perspectivas. Mas estes últimos também demandam cuidado. “Também houve alguma especulação e bastante entrega no mercado de galpões. Nem tudo está sendo absorvido”, observa.

 

Fonte: http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/imoveis/noticias/investimento-imobiliario-sera-arma-contra-inflacao-em-2013?page=1