Arquivo mensal: junho 2013

Como descobrir quanto vale o seu imóvel

size_590_aluguel-apartamento-sao-pauloSão Paulo – Existem algumas maneiras de avaliar o preço do seu imóvel. Umas são mais apuradas e indicadas para quem deseja estipular um valor mais preciso ao colocar o imóvel à venda. Outras, mais superficiais, podem ser indicadas para quem apenas quer ter uma noção sobre o valor do seu patrimônio. Confira a seguir o que fazer para precificar seu imóvel.

Consulte um corretor

Para quem precisa definir um valor para o imóvel porque tem o objetivo de vendê-lo, o melhor caminho é a consulta a um corretor de imóveis.

Quando o imóvel é colocado à venda em uma imobiliária o mais comum é que ela faça a avaliação sem cobrar nada por isso. Mas, caso o proprietário queira consultar um corretor apenas para isso, ele cobrará um valor à parte pelo serviço.

Os Conselhos Regionais de Corretores de Imóveis divulgam em seus sites uma tabela com os honorários dos principais serviços executados por corretores, como os percentuais de comissões por venda, locações e avaliações do valor do imóvel. Em São Paulo, uma avaliação por escrito é fixada em 1% do valor do imóvel e um parecer verbal custa, no mínimo, uma anuidade do Creci, que em 2013 é de 456 reais.

Segundo o presidente do Creci, José Augusto Viana Neto, na maioria dos casos os corretores visitam o imóvel e sugerem o valor ao proprietário verbalmente. Mas, também é possível solicitar uma avaliação documentada, o chamado “Parecer técnico de avaliação mercadológica”. “Esse documento fornece um valor para o imóvel e explica em detalhes porque foi determinado aquele preço. Ele inclui dados da estrutura do imóvel, comparativos de imóveis semelhantes vendidos na região e informações sobre zoneamento, infraestrutura e de mobilidade urbana”, diz.

Qualquer corretor pode opinar sobre o valor de uma propriedade, mas para elaborar o parecer técnico, o profissional precisa ter o título de avaliador imobiliário, que é garantido a corretores que têm diploma de curso superior em gestão imobiliária ou de especialista em avaliação imobiliária concedido por cursos do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci). É possível consultar a lista dos corretores com título de avaliador imobiliário no Cadastro Nacional de Avaliadores Imobiliários (CNAI), no site da Cofeci.

Viana explica que o documento é essencial em situações nas quais parentes ou cônjuges em processo de divórcio discordam sobre o valor de um imóvel herdado ou compartilhado prestes a ser vendido. Também é usado em permutas de imóveis ou em caso de inadimplência, quando o imóvel é tomado por um banco e o proprietário considera que a propriedade tem um valor maior do que aquele indicado pela instituição.

Para proprietários que não se encontram nessas situações, o parecer técnico pode ser apenas uma maneira de se resguardar nas negociações. “O parecer técnico é muito bom para que a pessoa não tenha ansiedade ao fazer o negócio, porque o proprietário passa a conhecer o preço de mercado do seu imóvel e entende exatamente se está o vendendo por um preço acima ou abaixo do seu valor”, afirma o presidente do Creci.

Ele acrescenta que, no caso da venda de imóveis usados, como a negociação é permeada por muitas contrapropostas, o parecer técnico é apresentado para dar base ao valor estipulado pelo vendedor.

Engenheiros e arquitetos também podem definir valores para imóveis, ou elaborar pareceres técnicos. Mas, segundo Viana Neto, a consulta a corretores é fundamental porque eles estão intimamente envolvidos com o mercado imobiliário da região. Em função disso, engenheiros e arquitetos que fornecerem pareceres devem consultar um corretor.

Acesse sites que o ajudem a estimar o valor do seu apartamento

Para quem apenas deseja ter uma ideia de quanto está valendo o seu imóvel, a opção mais indicada é fazer uma busca pela internet. Alguns sites, como o “Quanto Vale meu Apê?” e o “123i”, possuem ferramentas que permitem ao usuário encontrar estimativas sobre o valor exato do seu imóvel ou de imóveis parecidos em um mesmo bairro.

No Quanto Vale meu Apê, o usuário informa a área, o número de dormitórios, suítes, vagas do imóvel e a sua localização. O sistema fornece então uma estimativa de mercado do preço de imóveis similares localizados no mesmo bairro. O serviço é disponível para os estados de Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e do Distrito Federal.

Já o 123i informa exatamente o valor estimado dos imóveis de um determinado edifício, mas por enquanto o serviço só inclui dados de imóveis em São Paulo, capital.

A precificação dos imóveis no 123i é feita a partir de pesquisas realizadas por profissionais do portal, que vão diretamente aos edifícios para coletar informações técnicas com zeladores e síndicos, como a idade do prédio, a metragem dos apartamentos e os valores das últimas negociações. Além disso, imobiliárias, corretoras, proprietários e pessoas que conhecem os imóveis também podem fornecer dados sobre a propriedade no site, inclusive sugerindo outros valores.

Segundo o 123i, por meio de análises estatísticas, informações históricas de transações e do uso de algoritmos é possível inferir estimativas científicas de valor para um imóvel padrão de um determinado edifício. “Se um usuário coloca um valor diferente, nós temos uma equipe de estimativa que avalia essa contestação para checar se a informação faz sentido”, explica Rafael Guimarães, diretor de operações do site.

É importante ressaltar que os valores fornecidos pelo 123i não podem ser usados como uma avaliação formal. E isso é destacado no próprio site, no campo “Como funciona”, que informa que as avaliações formais só podem ser feitas por corretores autorizados pelo Creci e que a estimativa serve apenas como uma referência para o mercado.

Pesquise valores de imóveis similares

Buscar preços de imóveis similares à venda na mesma rua, ou em endereços próximos também pode ajudar quem quer uma ideia do valor do seu imóvel sem preciosismo, ou para quem quer se certificar de que a avaliação já feita por uma imobiliária está dentro dos parâmetros para a região.

Rafael Guimarães, do 123i, afirma que verificar entre oito e dez ofertas é o suficiente para montar uma estimativa. “O ideal é que se verifique ofertas de apartamentos do mesmo tamanho em edifícios com idade semelhante e padrão arquitetônico parecido”, diz.

A melhor referência pode ser encontrada no seu próprio edifício, de acordo com valores praticados em vendas recentes.

Portais como o 123i e outros, como o Viva Real, Zap Imóveis e Imovelweb, possuem milhares de anúncios em diversas cidades do país. Mas, caso você não encontre anúncios próximos à sua casa na internet, a saída é fazer uma caminhada pela região e se informar com porteiros, zeladores e moradores sobre quanto custam os imóveis por lá.

Segundo Nelson Parisi, presidente da Rede Secovi de Imóveis, comparar o valor de imóveis semelhantes pode, de fato, ajudar o proprietário a ter uma segunda opinião depois de feita uma avaliação do imóvel, mas para quem quer vender o imóvel, a consulta a corretores é imprescindível, já que se trata de um bem de alto valor. “Principalmente se for uma casa, não adianta fazer a comparação com outras casas na mesma rua, porque as casas são muito diferentes e os valores podem variar por questões muito específicas e o proprietário pode fazer uma estimativa errada”, afirma.

Entenda o que pode influenciar o valor

O valor de um imóvel é afetado por inúmeros fatores, tanto racionais, quanto emocionais. Mas alguns critérios se destacam para a formação do preço, como a localização, o tamanho, o estado de conservação, a área de lazer do condomínio e fatores mercadológicos que influenciam a oferta e a procura dos imóveis.

O presidente do Creci-SP, José Augusto Viana, explica que muitas vezes dois apartamentos podem ser aparentemente muito semelhantes, mas alguns detalhes podem tornar seus preços muito distintos. “Às vezes, dois imóveis ficam em um mesmo bairro, na mesma rua e muitas vezes dentro do mesmo prédio, mas têm valores diferentes porque um deles fica no lado esquerdo e outro no lado direito, por exemplo”, diz.

Andares mais altos costumam ser mais caros, assim como apartamentos voltados para a face norte em regiões frias, uma vez que eles são mais ensolarados. E em uma mesma região, um prédio mais novo, com uma fachada mais atraente também poderá ter um preço maior do que um imóvel em um prédio antigo, mesmo que sua área seja maior.

Fonte: http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/imoveis/noticias/como-descobrir-quanto-vale-o-seu-imovel?page=1

Veja tendências de decoração para 2013 e se inspire

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O ano de 2013 já está quase chegando à metade, mas nem por isso, devemos deixar de analisar as tendências decorativas do período. Afinal nunca é tarde para repaginar o visual da casa, não é mesmo? A decoração deve suprir as necessidade de cada ambiente e oferecer um estilo original e cheio de personalidade para os moradores. Para isso, as tendências surgem com o intuito de orientar e indicar o caminho mais certo a ser percorrido. Claro que nem tudo deve ser absorvido, mas é importante estar por dentro do assunto.

O mercado de decoração está repleto de novidades e mudanças. Elas vão desde o mobiliário até os revestimentos, e prometem dar um toque moderno e prático para o dia a dia da casa. Quem gosta de decorar e se inteirar nesse universo, não pode deixar de conferir as dicas de composição de ambientes para o ano de 2013 que nós separamos. Com tantas alternativas, o desafio está em escolher a melhor a opção para o seu caso.

Tendências

Uma das grandes tendências do ano é a estética metalizada. Esse estilo de decorar se encaixa perfeitamente com composições urbanas e modernas. Além, dos tons prateados, o acobreado também aparece para enriquecer os ambientes. Para quem quer criar um ambiente diferenciado, apostando na tendência, o papel de parede metalizado é uma boa alternativa.

Quem gosta de seguir uma linha mais tradicional na hora de decorar, pode apostar no minimalismo, porque ele nunca esteve tão em alta. O conceito de quê menos é mais, explora a simplicidade no design, nas cores e nas formas. Outra tendência discreta e charmosa são tons pastel. As cores clarinhas são muito bem vindas para decoração de todos os ambientes da casa, conferindo delicadeza aos cômodos.

Quando o assunto é revestimento, o que faz sucesso é o piso cerâmico. O material deixa os ambientes com um ar moderno e tem semelhanças com o mármore. Sofisticação pura. E pra falar em móveis, os estofados arredondados, são os queridinhos do ano.

Fonte: http://www.correiodoestado.com.br/noticias/veja-tendencias-de-decoracao-para-2013-e-se-inspire_182912/

Muito além do verde

ciro-6447_281_242_2A palavra “sustentabilidade” se popularizou tanto nos últimos anos que acabou se desviando do seu sentido original. Basicamente, a atividade sustentável é aquela que permite atender às necessidades presentes sem comprometer as da geração futura. E, para merecer a qualificação de “sustentável”, uma ação deve se apoiar sobre o seguinte tripé: ser economicamente viável, ambientalmente correta e socialmente responsável.

Uma empresa não é sustentável só porque reduziu o número de impressões em papel, aboliu o uso de copos plásticos ou implantou o sistema de coleta seletiva. Essas providências colaboram para o bem do planeta, mas não são suficientes. O conceito “sustentável” deve estar incorporado à própria dinâmica da empresa, bem como aos produtos que ela coloca no mercado.

No caso do setor de habitação, a “sustentabilidade” deve ser observada em todas as etapas do processo produtivo. Da escolha do terreno ao processo de loteamento, da incorporação à comercialização dos imóveis, tudo deve estar respaldado pelos cuidados ambientais e pelo respeito ao papel social da empresa.

Traduzindo: deve-se priorizar o uso de materiais de procedência comprovada, que tenham gerado o menor impacto possível em sua obtenção e transporte; deve-se implantar mecanismos de eficiência energética (painéis fotovoltaicos, janelas, portas e outros materiais que propiciem maior entrada de luz e desempenho térmico); deve-se utilizar equipamentos que favoreçam a economia de água e seu reaproveitamento etc.

Mas não é só do “verde” que uma empresa sustentável deve cuidar. Os seres humanos também fazem parte deste planeta que, de duas décadas para cá, muitos formadores de opinião se propuseram a “salvar”. É aí que entra o segundo pilar da sustentabilidade: a ação social.

Não se trata exatamente de filantropia. Esta é positiva, sim, mas não pode ser vista como um fim em si. A uma empresa, não cumpre o papel de distribuir “benesses” – ela tem o dever de produzir com qualidade, de gerar empregos, de cumprir a legislação, de recolher seus impostos. Uma empresa contemporânea sabe que, a estes ditames, somam-se as novas demandas sociais – e, vale lembrar, o consumidor moderno espera que as empresas das quais adquire produtos e contrata serviços esteja atenta a este novo modo de fazer negócios.

Uma boa maneira de dar conta dessas novas demandas seria unir forças com as organizações de terceiro setor. A priori, estas seriam especializadas em suas respectivas áreas de atuação, e unir-se à iniciativa privada seria uma boa maneira de obterem os recursos necessários ao atingimento de suas metas. Porém, um estudo de 2001 – portanto, antigo –, feito  pelo Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor da FEA/USP acerca de “alianças intersetoriais”, revelava, à época, que 37% das empresas preferiam deter a autonomia e exclusividade de suas ações de responsabilidade social. Em 2010, outra pesquisa, desta vez coordenada pelo Grupo de Institutos Fundações e Empresas (Gife), apontou que 60% dos associados daquela entidade optavam por executar projetos com equipe própria em vez de recorrerem ao know-how de ONGs “especializadas”.

Nas duas pesquisas ficou claro que existe uma espécie de “desconfiança mútua” entre as organizações do terceiro setor e a iniciativa privada, dificultando a construção de parcerias que, bem utilizadas, poderiam render frutos. Para as empresas, as ONGs são ineficientes; já do lado das organizações da sociedade civil, surgiram posturas ambivalentes. Algumas têm uma percepção positiva das parcerias e acreditam que estas lhes trouxeram ampliação de network, fortalecimento de imagem e acesso a recursos. Outras, porém, frustraram-se com a incompatibilidade entre os métodos a que estavam habituadas e o “excesso de pragmatismo” das organizações.

Em resumo: por mais que a necessidade de atentar para o desenvolvimento sustentável esteja clara, ainda falta, para muitas empresas e também para outros tipos de organização, uma efetiva “internalização” dessa necessidade e desse conceito.

Atenção ao meio ambiente, respeito ao ser humano e, principalmente, lucro e sucesso nos negócios, pois sem isso nenhuma empresa sobrevive. Estes fatores são os verdadeiros pilares da tal “sustentabilidade”.

(*) Ciro Scopel é vice-presidente de Sustentabilidade do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) e titular da Scopel Empreendimentos e Obras S/A.

 

Fonte: http://www.secovi.com.br/noticias/muito-alem-do-verde/6241/