Arquivo mensal: fevereiro 2013

Saiba como usar crédito para financiar um imóvel

As taxas de financiamento de imóveis são, em geral, as mais baratas do mercado em relação a outras modalidades de crédito. Isso porque, caso o comprador não pague a dívida, o banco pode tomar o bem de volta para evitar a perda financeira. Quanto menor o valor financiado, menor o risco para o banco e menor a taxa.

Financiamento-Imobiliário

-Documentação necessária para financiar um imóvel

Quem pretende financiar um imóvel pode providenciar a documentação básica antes mesmo de ir ao banco.

Embora outros papéis possam ser requeridos de acordo com cada caso e instituição financeira, há exigências comuns para todas as instituições.
– Carteira de Identidade ou outro documento oficial de identificação que informe o nome dos pais. Além do original, uma cópia;
– CPF, original e cópia, ou documento oficial original que tenha o número do CPF;
– Comprovante de estado civil, cópia e original;
– Comprovante de rendimentos, original e cópia;
– Certidão Conjunta Negativa de Débitos relativos a Tributos Federais e Dívida Ativa da União ou Certidão Conjunta Positiva com Efeito de Negativa de Débitos relativos a Tributos Federais e Dívida Ativa da União, disponíveis no site da Receita Federal;
– Quem deseja usar o dinheiro do próprio FGTS para dar de entrada no imóvel vai precisar de mais documentos, como carteira de trabalho e extrato do FGTS.

– Etapas do financiamento

De acordo com a Caixa Econômica Federal, o caminho básico até o financiamento de um imóvel envolve os seguintes passos do candidato ao crédito:

– simular as taxas para cada tipo de financiamento no site das instituições financeiras. Os bancos de varejo, públicos e privados, têm simuladores que podem ajudar o comprador antes mesmo que ele vá à agência bancária;
– preencher os cadastros e fichas, com informações pessoais e de renda, exigidos pela instituição financeira escolhida;
– se o cadastro for aprovado pelo banco, o cliente recebe a carta de crédito solicitada;
– junto com a carta de crédito, o cliente recebe do banco uma relação de outros documentos e formulários que ele precisará entregar à instituição.

– Pesquise a melhor taxa

A melhor saída para quem pretende financiar um imóvel é consultar todas as opções possíveis e saber qual o menor preço do mercado, que servirá de base para negociações.

Há linhas de crédito específicas para a casa própria disponíveis em praticamente todos os bancos de varejo do país. As opções variam de acordo com o perfil de cada comprador: renda, percentual a ser financiado e valor do imóvel.
Na Caixa Econômica Federal, banco público líder em crédito imobiliário no país, as taxas variam entre 5% ao ano + Taxa Referencial (TR) e 13,5% ao ano + TR.

O dinheiro que a Caixa empresta para os financiamentos de imóveis vem, basicamente, de uma das três seguintes fontes: o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); os recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE); ou o Programa Especial de Crédito Habitacional ao Cotista do FGTS.

– Preste atenção nos índices de correção

Antes de assinar um contrato de financiamento de imóvel, preste muita atenção aos índices de correção: são eles que determinarão o quanto o preço do seu empréstimo subirá ao longo dos anos.

Usualmente, os mais usados são as variações acumuladas em 12 meses do Índice Nacional do Custo da Construção (INCC) ou o Índice Geral de Preço do Mercado (IGP-M). “Os índices são necessários para calcular o quanto a parcela valerá ao longo dos anos, com a inflação”, diz o consultor Alexandre Lignos.

O melhor, recomenda, é pesquisar qual desses índices subiu menos antes de ir ao banco; em caso de dúvidas, não assine e peça a consultoria de um advogado, até entender cada detalhe.

“O contrato não pode adotar mais de um índice no contrato, como ‘o índice que variar mais no período’, ou índices compostos, como IGP-M + TR. Só pode um único índice”, avaliou.

– Se você tem dinheiro para a entrada

Juntar uma boa reserva inicial é a melhor maneira de garantir taxas de juros e prazos menores em um financiamento imobiliário.

Quem se encaixa nesse perfil tem liberdade para encontrar bons negócios em imóveis usados, novos ou na planta.

No caso dos usados, o financiamento vale a pena se o preço for muito atraente: isso porque as taxas de financiamento dos usados são mais caras que a dos imóveis novos . “No momento em que o cliente deixar de pagar o imóvel, o novo ainda continuará novo ou seminovo. Já o usado financiado, quando o banco precisar tomar, em caso de inadimplência, já não vale nada”, avalia Miguel José Ribeiro de Oliveira, vice-presidente de estudos econômicos e responsável pela pesquisa mensal de juros da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

Para Oliveira, quem procura parcelas pequenas e prazo longo deve fugir dos usados. “O banco não financia 100% no imóvel usado. Para quem vai pagar parcelas com aperto, é mais complicado”, diz.

O consultor financeiro Alexandre Lignos, da IGF, diz que, a não ser que a diferença de preço entre o novo e o usado seja muito grande ou o imóvel seja o “sonho” do comprador, é melhor financiar um novo.

“Se a pessoa tem R$ 80 mil, é melhor comprar um usado de R$ 100 mil ou um novo de R$ 120 mil? Tem que se avaliar infraestrutura do condomínio, o quanto cada um vai depreciar, sem falar nos gastos com manutenção. Você nunca sabe ao certo quanto vai gastar em obras num imóvel usado”, diz Lignos.

– Novo ou na planta?

Na avaliação do consultor financeiro Alexandre Lignos, da IGF, quem tem dinheiro para dar de entrada pode se beneficiar da compra de imóveis na planta que, calcula, são em média 20% mais baratos do que os novos.

“No contrato, você está comprando um pedaço do terreno, uma coisa que ainda não existe”, diz. Apesar do risco – e principalmente quando há alguma reserva disponível – há mais espaço para negociar as condições de pagamento e de preferências do futuro proprietário. Além disso, como parte do valor do imóvel é paga à própria construtora, o montante a ser financiado com os bancos será menor.

“Se você compra na planta um imóvel de R$ 260 mil, e paga R$ 130 mil para a construtora até sair o Habite-se (certidão de que o imóvel está de acordo com a legislação), vai ter que financiar no banco R$ 130 mil, bem menos do que se você buscasse o financiamento do mesmo imóvel já pronto”, diz Lignos.

– Como financiar imóvel de madeira

De acordo com a Caixa Econômica Federal, não podem ser financiados imóveis de madeira que apresentem condições de “fragilidade ou baixa durabilidade, riscos de problemas estruturais e ausência de condições de habitabilidade”.

Assim como os imóveis de alvenaria, os imóveis de madeira precisam ser aprovados em vistoria realizada pelo departamento de engenharia do banco para que o financiamento seja aprovado.

– Quem não tem dinheiro para dar de entrada, mas tem pressa

Nesse caso, a solução é entrar em um financiamento de 100% do imóvel, com prazo longo. “Tem situações em que a pessoa tem uma renda baixa e ainda paga o aluguel. Nesse caso é muito difícil ela conseguir fazer uma reserva de R$ 20 mil, R$ 30 mil para dar de entrada”, diz Oliveira, da Anefac. Sempre que possível, no entanto, é melhor evitar essa opção. “Não vale a pena porque daí um imóvel que valia R$ 100 mil você vai acabar pagando R$ 300 mil em 30 anos”, avalia.

– Quem não tem dinheiro para dar de entrada e não tem pressa

Se o objetivo é ir juntando dinheiro para, um dia, realizar o sonho da casa própria, o consórcio pode ser uma boa opção. A vantagem, diz o economista da Anefac, é que um imóvel em consórcio pode sair de 25% a 30% mais barato do que em um financiamento tradicional.

A principal desvantagem, além dos prazos de pagamento mais curtos do que no financiamento imobiliário, é que não dá para ter ideia de quando o imóvel estará finalmente disponível para o proprietário.

“Para quem quer sair do aluguel agora, não serve. A não ser que você seja muito sortudo ou tenha uma boa reserva para dar um lance. É bom para um jovem que não esteja com pressa de sair da casa dos pais, ou um segundo imóvel, uma casa de campo”, exemplifica o economista.

Samy Dana, da FGV, e Alexandre Lignos, da IGF, discordam. Para eles, é bem melhor juntar o dinheiro em uma aplicação mês a mês, sem interferência de um consórcio, que cobra taxas pela administração dos recursos.

– Para quem vai construir o próprio imóvel ou fazer uma reforma

Realizar desde o início a obra de um imóvel idealizado pelo proprietário requer um tipo de financiamento que, em geral, é mais caro que o crédito imobiliário.

Mais uma vez, por causa do risco: em caso de inadimplência, é mais difícil para o banco tomar um imóvel que ainda não existe e, por isso, nem se sabe ao certo quanto valerá.

“Como o banco não consegue enxergar o produto final, não vai avaliar em preço muito alto”, avalia Samy Dana, que alerta: “é preciso tomar cuidado, porque quem constrói facilmente se engana nos planos, a construção demora mais e se gasta três vezes mais do que o previsto”.

Já para quem pretende reformar, há linhas específicas para a compra de material de construção com esse fim que são mais baratas que outras opções de empréstimo pessoal.

– Cuidados antes de financiar um usado

O professor de economia da Fundação Getúlio Vargas, Samy Dana, diz que o financiamento de parte do imóvel usado é recomendável mesmo para quem já tem o dinheiro para pagar à vista, como alternativa para fugir dos riscos de eventuais pendências relacionadas ao bem.

“Financie pelo menos um pouquinho do imóvel. Antes de aprovar o financiamento, os bancos fazem uma busca para ver se ele está em condições adequadas, se não tem pendência judicial ou está devendo imposto. Você paga por isso, mas fica mais barato do que fazer por conta própria”, afirma Dana.

Buscar um cartório de registro de imóveis e exigir o máximo de informações do proprietário também são passos para quem quer evitar surpresas desagradáveis na compra.
Fique atento a itens como:
– se o proprietário do imóvel é o único dono ou se há outros proprietários;
– se o proprietário(a) é casado(a), é necessária a assinatura do cônjuge para fechar o negócio;
– se há certidão negativa da prefeitura de ônus com o IPTU do imóvel;
– exigir últimos comprovantes de pagamento de água, de luz e de outros encargos incidentes sobre o imóvel;
– no caso de apartamentos, peça ao síndico uma declaração negativa de débitos do imóvel no condomínio.

– Quando vale a pena refinanciar o imóvel

Refinanciar o próprio imóvel e obter dinheiro a juros menores pode ser uma boa solução para tem uma dívida cara (como no cheque especial ou no cartão de crédito, por exemplo). Mas atenção: a alternativa só é viável para quem tem certeza que conseguirá pagar as parcelas do financiamento sem problemas. Isso porque, em caso de inadimplência, o endividado perde o imóvel.

“É arriscado para quem for deixar de pagar. Mas vale para valores proporcionais: não tem cabimento para cobrir uma dívida de R$ 10 mil no cheque especial, fazer um financiamento de R$ 100 mil”, ensina Oliveira, da Anefac.

Para Samy Dana, da FGV, o refinanciamento é recomendável para quem tem certeza da sua capacidade de pagamento. “Eu não acho que você pode usar isso para entrar em um risco maior, de tomarem seu imóvel. Mas o mecanismo é recomendado”, afirma.

– Como usar o FGTS

Na hora de planejar o financiamento, lembre-se do FGTS: ele pode ser o maior aliado de quem quer reduzir o prazo e as taxas de juros no crédito imobiliário.

“É uma possibilidade interessante uma vez que esse dinheiro fica um pouco congelado na sua vida, não rende muito”, diz Samy Dana, da FGV.

A maneira mais tradicional e conhecida de usá-lo é como entrada do imóvel. Pode, no entanto, também ser usado para quitar parcelas (atrasadas, inclusive) ou reduzir o saldo devedor do financiamento do mesmo imóvel mais de uma vez, desde que haja saldo disponível – mesmo que o FGTS já tenha sido usado na entrada.

“É importante usar para dar de entrada e, depois disso, é permitido a cada dois anos você pegar o FGTS e amortiza taxa do saldo devedor”, afirma Miguel José Ribeiro de Oliveira, da Anefac.

– Taxas que você paga sem saber

O advogado Marcelo Tapai, especialista em ações judiciais do setor imobiliário, diz que é preciso ficar atento para não levar um susto na hora de pagar o financiamento do seu imóvel. Confira as taxas que, muitas vezes, são cobradas no financiamento imobiliário sem aviso prévio:

– Taxas de consultoria/assessoria imobiliária

As mais comuns são a Sati (Serviço de assessoria técnica imobiliária) e a taxas de corretagem, cobradas geralmente nos estandes de venda que as construtoras montam no próprio terreno do empreendimento.

“Quando alguém compra o imóvel, tem que pagar apenas o valor do imóvel. Todo o resto é opcional e deve estar discriminado antes do pagamento”, orienta. De acordo com o advogado, é importante pedir essa discriminação por escrito antes de fechar negócio. “Senão cobram o preço do imóvel R$ 100 mil, você vai lá R$ 10 mil de entrada e quando vê o contrato percebe que custava R$ 95 mil”, exemplifica.

– Financiamento ‘recomendado’

É importante, segundo Tapai, pesquisar as melhores condições antes de aceitar a linha de financiamento “recomendada” pela construtora. Muitas vezes, isso acontece porque a construtora financiou a obra com a mesma instituição, e cobra taxas para repassar a documentação do cliente ao banco de preferência dele.

“O consumidor tem o livre direito de usar a linha de financiamento que for mais conveniente. A construtora não pode cobrar essa taxa do cliente”.

Fonte: http://g1.globo.com/economia/seu-dinheiro/noticia/2011/06/saiba-como-usar-credito-para-financiar-um-imovel.html

Como comprar seu primeiro imóvel com planejamento e responsabilidade?

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Ter um lugar para chamar de seu é um sonho de muitos brasileiros. A compra da casa própria é um objetivo que jovens e adultos têm em mente mas muitas vezes não sabem como preparar o investimento necessário para isso. Por isso, diante de uma oportunidade tentadora, é natural que acabem agindo por impulso e fechem rapidamente o negócio.
No entanto, a compra de um imóvel é uma relação de consumo que envolve grande quantia de dinheiro e, sobretudo em casos da primeira compra, é necessária cautela, responsablidade e ter o pé no chão. Como comprar seu primeiro imóvel analisando todas as variáveis possíveis então?

“Com uma expectativa positiva para o mercado imobiliário nos próximos anos e a melhoria do poder aquisitivo da população, a ideia de comprar um imóvel é uma proposta muito tentadora, mas não se deve precipitar. Afinal, não se trata de qualquer investimento”, diz Roberto Bisker, CEO e sócio fundador da SAB Group Incorporações. Antes de começar a pesquisar imóveis, é preciso ter um planejamento – cada pessoa deve respeitar o seu momento financeiro e suas possibilidades, de forma a tomar a melhor decisão para o seu caso. “Geralmente as pessoas em busca do primeiro imóvel estão adquirindo o seu maior patrimônio e dando um passo muito importante na sua vida; não se trata apenas de uma compra, e sim a conquista de um sonho”, analisa Bisker.

Uma série de fatores precisam ser levados em conta para a decisão da compra do primeiro imóvel, mas dois deles se sobressaem e são as primeiras variáveis que devem ser pensadas: a localização do imóvel e o valor necessário para a compra em comparação com a renda disponível para tal aquisição. “É importante saber em qual região se pretende morar e conseguir delimitar os bairros que farão parte da rotina do comprador”, pontua Bisker. “Para tal avaliação, também é necessário decidir se o primeiro imóvel será uma moradia temporária ou mais permanente, com um projeto de vida familiar. As facilidades da região, como transporte público, mercados, bancos, shoppings centers e outros serviços também entram na pesquisa.”

Outro fator decisório é a renda disponível para a compra e a reserva garantida. O ideal é fazer cuidadosamente os cálculos e analisar as opções de pagamento. ”Os financiamentos praticados no mercado só cobrem 80% do valor do imóvel. Então, contando todos os gastos extras – incluindo os valores do cartório – é preciso uma reserva de pelo menos 30% do valor do bem que desejado”, calcula o CEO. Antes de definir a estratégia de pagamento, é sempre interessante analisar cada uma das opções disponíveis na praça como o financiamento concedido pelas construtoras, o empréstimo bancário e os consórcios. Independente do tipo de pagamento, o primeiro passo para quem pretende adquirir o primeiro imóvel é poupar seu dinheiro e pensar a médio e longo prazo, para não surgirem endividamentos.

Outras dicas
Outra dúvida comum dos compradores do primeiro imóvel é a questão do aluguel. Em alguns momentos, pode sim ser melhor alugar um imóvel, ainda que temporariamente, até poder comprar ou financiar um apartamento sob condições mais favoráveis. Porém, a mesma renda utilizada no aluguel poderia ser resguardada para o sinal para a compra efetiva do empreendimento, sendo um apartamento usado, novo ou na planta – sendo assim, uma melhor alternativa. Os imóveis usados, mesmo sendo maiores, tendem a se desvalorizar mais rápido com o passar dos anos e geralmente necessitam de uma maior reforma e não possuem áreas mais modernas de lazer, como piscinas e academias.

Em todos os casos, é preciso estar preparado para fixar uma parcela significativa do orçamento com o pagamento de prestações e saber que os gastos não acabam na compra. “Além de taxas e impostos associados com a aquisição do imóvel, é preciso levar em consideração os gastos mensais fixos como seguro, IPTU e condomínio”, pontua Bisker. O futuro proprietário deve fazer as contas e verificar seu balanço financeiro – a compra do imóvel é apenas o segundo passo, após todo o planejamento. Porém, ter um imóvel requer sempre responsabilidade e análise de custos.

Ao se programar para a compra, por mais que o desejo de ter o primeiro imóvel seja urgente, é preciso ter cautela. O mercado está com várias boas oportunidades e realizar um planejamento financeiro e pessoal, junto à uma pesquisa de imóveis e regiões, é essencial para encontrar o melhor negócio que se enquadre ao perfil desejado.

Fonte: http://www.portalvgv.com.br/site/como-comprar-seu-primeiro-imovel-com-planejamento-e-responsabilidade/

Cercas elétricas, cuidados e dicas de como usa-las.

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A cerca elétrica tem a função de repelir uma possível invasão pelos muros da propriedade. Não é nociva ao ser humano, por não possuir energia suficiente, pois seu choque é pulsativo com efeito inibitivo, porém o contato com o corpo humano é de extremo desagrado. O alarme dispara quando há um rompimento ou aterramento dos fios que constituem a rede de proteção do sistema.O processo é o mesmo da cerca censurada.Ocorre que a voltagem é altíssima, na casa dos 8000 Volt e é acionada mediante fuga de corrente. Tendo em vista que funciona através de pulsos elétricos (intervalo mínimo de um segundo entre cada descarga elétrica), sua amperagem vai quase à zero, não ocasionando, assim, mal a saúde.

Quando instalada convenientemente por empresa idônea e seguindo as orientações do fabricante o pulso elétrico recebido pelo agressor, não tem o condão de levá-lo a morte e muito menos feri-lo.

O seu poder de dissuasão é grande, em razão do susto levado pelo invasor.

É uma forma de proteção bastante eficiente. O choque afugenta o intruso sem causar maiores danos e, se os fios forem cortados, o alarme será acionado.

Há dois tipos à disposição no mercado:
» Cercas monitoradas : Permitem a sua integração com uma central de alarme, que poderá estar ligada ou não externamente com uma empresa de segurança eletrônica. Além disso, poderá, quando tocada, acionar alarmes, luzes etc.

» Cercas não monitoradas: Possuem as mesmas características da anterior, porém não podem ser ligadas a uma central de alarme.

Algumas considerações devem ser feitas:
– A instalação da cerca eletrificada deve ocorrer em muros ou alambrados com mais de 2,50 metros, com placas sinalizadoras e não ter contato com vegetação.
– A cerca eletrificadora deve ser instalada de forma perpendicular ou voltada para o interior da propriedade a ser protegida. Também, não se deve vergar a cerca, dentro dos limites da propriedade do vizinho ou rua.
– Apesar da legislação estadual e federal não proibir a utilização do sensor elétrico, é de bom alvitre consultar a legislação municipal a respeito, pois em algumas cidades ocorrem restrições de uso.

A cerca elétrica possui vários atrativos: baixo consumo de energia, maior resistência ao tempo, sendo um produto de total segurança, alta confiabilidade e baixo custo.

» Legislação e Informações Sobre Cercas Elétricas

Utilizada amplamente na Europa e Estados unidos desde 1930, à cerca eletrificada ainda é pouco difundida no Brasil, principalmente pelo desconhecimento generalizado sobre suas aplicações e benefícios, facilidades de instalação e manutenção, baixo custo, além do falso conceito quanto ao eventual “Perigo” que ela possa representar.
Esclarecimentos Jurídicos

A instalação de cerca eletrificada não é proibida, pois se trata de um exercício regular de direito, O artigo 5º, inciso II, da Constituição Federal dispõe que “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude da lei”.
A cerca eletrificada é chamada de ofendículo, meio pelo qual o proprietário de um bem coloca aparelhos para impedir e prevenir a invasão de sua propriedade. Não há regulamentação legal no âmbito federal para altura mínima, potência máxima, tipo de choque.
Os artigos 572 e 588 do Código Civil prevêem que “o proprietário pode levantar em seu terreno as construções que lhe aprouver, salvo o direito dos vizinhos e os regulamentos administrativos” e ainda” tem direito de cercar, murar, valar, ou tapar de qualquer modo seu prédio.”
Cumpre analisar a responsabilidade pela eventual morte ou lesão corporal em razão do uso da cerca eletrificada. Destacam-se dois grupos:
a) invasor que pretende cometer ato ilícito (p.ex.: furto, roubo).; e
b) outras pessoas (p.ex.: crianças brincando).

Alguns tribunais já entenderam que o proprietário do imóvel não pode ser responsabilizado pela morte ocorrida em função da descarga de cerca eletrificada. Porém, a maioria entende que o uso de fios elétricos não exclui o crime de homicídio ou lesão corporal, caracterizando-se verdadeira imprudência do proprietário do bem, que responde civil e criminalmente pelos danos causados. Assim, são imprescindíveis certas providências para evitar morte e ou lesão corporal de pessoas que adentrem lícita ou ilicitamente à propriedade, devendo obedecer a critérios razoáveis.

A cerca eletrificada pode ser utilizada desde que siga sério controle por parte da empresa responsável pela instalação do produto, uma vez que seus representantes legais podem ser acionados civil e criminalmente para responder pelos eventuais prejuízos e danos causados pela morte ou lesão corporal.

A única legislação encontrada sobre a matéria é a Lei nº. 8.200 de 23 de setembro de 1998, de Ribeirão Preto (SP). Apesar dessa lei só ter validade neste município, pode ser tomada como parâmetro nas instalações.

Dispõe o artigo 1º da Lei 8.200/98 que: “As empresas responsáveis pela instalação e manutenção da Cerca elétrica deverão adaptá-las a uma altura compatível (Mínimo 2.20 metros de altura), adequada a uma amperagem que não seja mortal, sendo que o local deverá possuir placas, contendo informações que alertem sobre o perigo iminente, em caso de contato humano.”

Parágrafo 2º: A instalação e a manutenção de “cerca elétrica” deverão ser realizadas por empresas com comprovada especialidade técnica.”

Algumas recomendações

• O equipamento não pode oferecer risco à integridade física dos usuários ou de quem venha a “tocar” nele por estar eletrificado.
• O choque provocado pela cerca é conhecido como choque moral, possui alta voltagem e baixa amperagem. É pulsativa. Não queima, não deixa marcas e não faz com que os animais e as pessoas que nela encostem ou segurem fiquem grudadas.
• Não existe atualmente no Brasil legislação que trate do assunto, quer seja proibindo ou autorizando a instalação de cercas eletrificadas em perímetro urbano.
• Existem várias normas sobre cerca elétrica na ABNT, porém como não há nenhuma oficial, no Brasil as mais utilizadas são as editadas pelo Canadá e pelo IEC.
• Embora não exista legislação que trate do assunto, qualquer pessoa que receba o choque ou se sinta incomodada com a situação, pode entrar com uma ação judicial contra o imóvel que a instalou.
Para evitar problemas com ações judiciais, a ABESE recomenda seguir os padrões de orientação existente em outros países, assim como:
• Sinalizar devidamente o local (perímetro) a respeito da cerca e suas conseqüências.
• Informar todos os moradores, funcionários e a quem se faça necessário, que ocupem a área interna da cerca, de sua finalidade e periculosidade. Principalmente as crianças, certificando-se de sua compreensão.
• Informar vizinhos sobre a finalidade e a periculosidade da cerca.
• Desligar o equipamento antes de regar plantas próximas à cerca, fazer podas de árvores ou plantas (caso exista) e fazer manutenção do equipamento ou do muro.
• Utilizar sempre assistência técnica autorizada/credenciada.
• Não deixar que a vegetação, caso exista, venha a tocar a cerca.

Fonte: ABESE – Associacao Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança